domingo, 26 de julho de 2015

E no sábado, em Avalade, será que voltaremos a ouvir violinos?!...


O primeiro troféu! Com tremendo mérito! Hoje já foi bem melhor que há dois dias! Hoje já deu para adquirirmos a certeza de que a  prioridade deste Sporting de JJ, é a baliza contrária. Deu para ver um leão com fome de golos, quiçá até demasiado arrastado para uma perigosa vertigem ofensiva, cujo reverso foi capaz de proporcionar a Rui Patrício, mais uma honrosa menção de... "melhor em campo"!...

Mas a consistência defensiva, sublinhada até pelo técnico leonino, talvez tenha estado na origem da vitória. Mais do que o agradável ímpeto ofensivo. Mais do que a terrível pressão sofrida por uns ingleses atarantados, literalmente em toda a extensão do terreno. 

Começa a dar prazer ver esta equipa jogar futebol. E a procissão, naturalmente, ainda nem sequer saiu do adro. Mas que estes leões acreditam nas ideias do seu técnico, não oferecerá dívidas a ninguém. E nós, os adeptos sportinguistas, se calhar ainda acreditamos mais do que eles. Porque o futebol jogado com os olhos postos na baliza adversária, é uma outra história!...

Agora a longa e dura viagem de regresso. Mais 15 horas de suplício, mas... tem de ser e o que tem de ser tem muita força. Depois o regresso à Academia e ao trabalho, já com a nova estrela à espera da "leãozada" que aí vem, diz ela, a tal estrela Ruiz, para serem campeões! Será?!...

E no sábado, em Avalade, será que voltaremos a ouvir violinos?!...

Leoninamente,
Até à próxima 

Poderá acontecer que o proclamado "tri" não seja um passeio!...


Segundo avançou o jornal Record há pouco mais de uma hora, a avaliação do trabalho dos árbitros irá sofrer uma até há pouco tempo impensável revolução.

A grande novidade na avaliação dos árbitros em 2015/2016 será a gravação de todos os jogos das I e II ligas em vídeo, para tornar mais fiável o trabalho dos observadores, trabalho esse que não se esgotará no papel dos observadores, pois também a Comissão de Análise e Recurso (CAR) do Conselho de Arbitragem (CA) vai ter acesso às imagens e atribuirá também uma nota ao árbitro.

Eis os passos da nova metodologia avançada pelo jornal, que a partir de agora estará em vigor para tentar reduzir a margem de erros na classificação dos árbitros:

1. Até 45’ após o final do jogo – a gravação do jogo em suporte digital é entregue ao observador, que tira dúvidas sobre eventuais erros graves (ex: grandes penalidades, cartões vermelhos mostrados ou por mostrar, lances dentro ou fora das áreas, segundo cartão amarelo, etc.). O vídeo não serve para avaliar decisões relativas a lances sem gravidade (ex: faltas sem sanção disciplinar ou primeiros cartões amarelos);

2. Até 60’ após o jogo – o observador dá a nota ao árbitro;

3. Até cinco dias após o jogo – o árbitro recebe o relatório do observador;

4. Nos cinco dias úteis após a recepção do relatório – o árbitro pode reclamar para a CAR da avaliação feita pelo observador.

5. Haja ou não recurso por parte do árbitro – um visionador da CAR vê o jogo, dá uma nota ao árbitro e faz um relatório. Envia para a Secção de Classificações do CA;

6. Secção de Classificações do CA – compara as notas atribuídas pelo observador e pelo visionador da CAR e verifica se há divergências (para além de um determinado intervalo, a decidir);

7. Se houver divergências de nota – é aberto um processo de reclamação, que segue os trâmites normais na CAR e é avaliado pelos outros seis elementos da comissão (o visionador do jogo não participa no processo). A CAR faz um parecer de proposta de decisão à Secção de Classificações, a qual depois toma a decisão em plenário (quatro membros), com voto de qualidade do vice-presidente do CA Ferreira Nunes, que preside à secção;

8. Se não houver divergências de nota – a nota é homologada;

9. Não há qualquer ponderação superior da avaliação feita pelo visionador da CAR relativamente à feita pelo observador – ou a nota é homologada, por não haver divergências, ou é aberto um processo de reclamação e a Secção de Classificações decide a nota, após parecer da CAR.

A questão que hoje se colocará, será o que aconteceria se o Sporting Clube de Portugal não afirmasse em plena praça pública que o "rei ia nu"?!...

Certo que ninguém pretenderá que uma figueira produza maçãs e que a arbitragem nacional, por milagre de são vitor, passe a ser, da noite para o dia, exemplo e exaltação de virtudes. Mas o apertão que o "capo di tutti capi" levou nos ditos, alguma alteração produzirá.

Poderá acontecer que o proclamado "tri" não seja um passeio!...

Leoninamente,
Até à próxima

Máximo de rigor e transparência nas nomeações e classificações dos árbitros!...



Sorteio sim, sorteio não

"... Pela manhã, na sede de FPF, discutiu-se e votou-se a proposta que visava o regresso ao sorteio dos árbitros nos campeonatos profissionais. Apesar de a Liga ser favorável a tal mudança (foi esse o sentido do voto que saiu da última reunião), a maioria dos delegados chumbou a mesma e assim os árbitros continuarão a ser nomeados.

Há coisas difíceis de explicar aos mais desatentos nas questões do futebol. Creio que a mais simples é esta: o senhor Mário Barbas, delegado em representação dos jogadores amadores, tem o mesmo peso nas decisões que Luís Duque, presidente da Liga, em representação da vontade maioritária dos clubes profissionais. Ambos valem por um. Não sei, nem me interessa, em que sentido foi o voto do senhor Barbas (na verdade, nem sei se esteve presente, uma vez que faltaram 13 dos 84 delegados). O exemplo serve apenas para mostrar o nível de democracia a que chegaram as decisões que afectam o futebol profissional, por força do disposto na Lei de Bases. O futebol que move milhões vale 21 votos em 84 possíveis. Bruno de Carvalho podia ter reflectido nesta questão antes de culpar o ainda presidente da Liga pelo resultado."
(José Ribeiro, Entrada em Campo, in Record)

Quase sempre estou em sintonia com as crónicas de José Ribeiro. Desta vez apenas subscrevo parte do seu pensamento, aquele em que refere o absurdo transposto para a Lei de Bases do Desporto no que ao orgão máximo do futebol português, a AG da FPF, diz respeito, na medida exacta que manifestei em post anterior.

De facto o legislador, no momento em que estabeleceu uma pretensamente justa representatividade na AG da Federação Portuguesa de Futebol, deveria estar com uma tremenda bebedeira, para atribuir, o mesmo peso decisivo - 1 voto -  ao senhor Mário Barbas, com o devido respeito, delegado representativo dos jogadores amadores e a Luís Duque, também com o devido respeito, presidente da Liga, em representação de todos os clubes profissionais.

É certo que a Lei de Bases do Desporto, justa ou injusta, está em vigor, depois de promulgada pelos orgãos competentes e publicada no DR e todas as decisões que ao seu abrigo forem tomadas, deverão portanto ser respeitadas. Mas isso nunca significará que a justiça, o equilíbrio e a equidade lhes assistam. É por isso que ao longo dos tempos todas as leis vão sendo aperfeiçoadas à medida que a prática revela os seus pontos fracos e fracturantes da justiça que todos pretenderão ver aplicada.

O caso vertente será paradigmático. "Os clubes deram um sinal claro que pretendiam mais rigor e transparência nas nomeações e classificações dos árbitros" - Luís Duque dixit. E propuseram o sorteio como alternativa, sem que isso tenha significado, a meu ver, que fosse a melhor solução. Essa seria, obviamente, a substituição das pessoas responsáveis pela "falta de rigor e transparência nas nomeações e classificação dos árbitros". Mas, corporativamente, a grande maioria dos restantes interesses representados na AG da FPF, passou por essa óbvia aspiração dos clubes como cão por vinha vindimada e ninguém falou na questão central durante os trabalhos, inclusivamente, ao que já transpirou para o exterior, o próprio presidente da Liga. Importante foi que o sorteio tenha sido chumbado  e que às moscas e à merda fosse permitida a extensão do seu mandato.

E é neste ponto que surge a minha total discordância com o pensamento com que José Ribeiro remata a sua crónica: "Bruno de Carvalho deveria ter reflectido nesta questão antes de culpar o ainda presidente da Liga pelo resultado". Porque a meu ver, só ao ainda presidente da Liga, pelo seu comportamento de aceitação "democrática" da derrota e pela sua completa demissão na defesa dos legítimos interesses do organismo que representava, deverão ser assacadas as culpas.

Talvez porque a lei, para os clubes representados na AG da FPF pelo delegado da LPFP, Luís Duque, é... "dura lex, sed lex": a lei é dura mas é lei.

Já para os múltiplos interesses do futebol representados na AG da FPF pelos restantes 83 delegados, com o senhor Mário Barbas incluído, é... "dura lex sed latex": a lei é dura mas estica.

E a lei desta vez, sendo dura, esticou. Até que a corda partiu, "democraticamente", para o lado dos clubes e Luís Duque, calou-se. E quem cala consente, quando os clubes não delegaram nele a responsabilidade do silêncio.

Não foi Bruno de Carvalho que deveria ter reflectido nas incongruências contidas na Lei de Bases do Desporto. Ele tentou demonstrar, juntamente com a grande maioria dos clubes, que o "rei ia nu"! Para que na AG da FPF se debatessem as questões fundamentais tendentes a tapar a nudez do rei. Mas Luís Duque, qual alfaiate da fábula, sobre a nudez do rei disse... NADA! Por razões que se adivinham facilmente e há décadas são conhecidas! Quando deveria ter dito, na posse dos resultados da rejeição do sorteio, não a desprezível inocuidade que afirmou aos jornalistas no exterior do local onde havia decorrido a AG, "vamos agora traçar um caminho de diálogo para podermos mudar", mas na tribuna da AG, afirmar em nome dos clubes que "ainda" representava, que a Liga tinha sido vencida, mas não convencida e que por tal facto, recorreria a todos os meios de luta que entendesse por mais convenientes, enquanto não assistisse à reposição do...

Máximo de rigor e transparência nas nomeações e classificações dos árbitros!...

Leoninamente,
Até à próxima

Tribunal de Bruxelas apoia decisão da FIFA, contra Doyen & Companhias!...

Nélio Lucas y sus muchachos! Mas há muitos mais!...

Tribunal de Bruxelas apoia decisão da FIFA
Publicado ontem às 23:29


Um tribunal de primeira instância de Bruxelas proferiu ontem uma sentença desfavorável à "Third Party Ownership", a partilha de passes de futebolistas com terceiros.

"Um tribunal de primeira instância de Bruxelas proferiu esta sexta-feira uma sentença desfavorável à "Third Party Ownership", a partilha de passes de futebolistas com terceiros. A queixa fora apresentada pela Doyen Sport e o clube belga Seraing FC contra a federação daquele país, UEFA e FIFA. O organismo mundial proibiu a 1 de maio a copropriedade de passes, algo que os queixosos alegaram ser contrário à livre concorrência e circulação consagrados no direito comunitário.

O tribunal belga concluiu, porém, que os fundos de investimento têm uma influência nefasta no desporto e são opacos, facilmente configurando situações de conflito de interesses devido à dificuldade em rastrear os detentores dos fundos, como é o caso de acordos com clubes a disputar as mesmas provas. De igual modo, o desejo dos investidores em TPO de ver circular os jogadores, para assim rentabilizarem o investimento, compromete a estabilidade contratual entre clubes e atletas. O tribunal considerou ainda, não ter sido provado que a proibição da FIFA seja desnecessária ou desproporcionada."


A 09-07-2015, pressurosos, os jornalistas descobriram que um "Tribunal de Bruxelas começara a julgar queixa da Doyen contra a FIFA" e a 14-07-2015 que "A Doyen combatia a FIFA em tribunal".

Ontem, quando o jornal O Jogo publicou a notícia que acima vos deixo, reinava a mais completa calma e ruidoso silêncio nas redacções dos jornais sensacionalistas que referi antes.

Há gente que nem disfarça! A Doyen não compra apenas jogadores!...

Leoninamente,
Até à próxima

sábado, 25 de julho de 2015

Com Luís Duque, nem as moscas mudam, quanto mais a merda!!!...


"Os clubes deram um sinal claro que pretendiam mais rigor e transparência nas nomeações e classificações dos árbitros. Vamos agora traçar um caminho de diálogo para podermos mudar."
(Luís Duque, no final da AG da FPF, in Record)

"Com papas e bolos se enganam os tolos"!...

Mas que caminho pode traçar agora Luís Duque?! Do diálogo?! Mas que diálogo?! Com quem poderá ele travar o diálogo?! Com os mesmos que pretendem reelegê-lo na Liga?! Ou será que se julga com capacidade para convencer alguém de que irá, através do diálogo, "catequizar" Vitor Pereira, contra os ditames de quem o pretende reeleger?!...

Luís Duque, no meu modesto entender, estará ver o mundo do futebol em Portugal, absurda e completamente de pernas para o ar. Se assim não fosse, facilmente se aperceberia da profunda contradição entre a sua primeira e segunda afirmações.

Tomemos em consideração, que a AG da FPF terá infligido hoje um profundo e provocador "xito", um acintoso, desonroso, incontornável e quase inapelável "knockout", a todos os clubes profissionais de futebol em Portugal. E recuando à essência de toda esta polémica, utilizando o velho paradoxo de qual terá nascido primeiro, se o ovo, se a galinha, impõe-se questionar qual o coração que, verdadeiramente, fará pulsar todo o futebol universal?!

Muitos apontarão os jogadores, à frente de dirigentes, treinadores, preparadores e recuperadores físicos,  árbitros, médicos, juristas e mais uma infinidade de profissionais que vivem do e para o futebol. É minha forte convicção de que ninguém teria razão de existir se no patamar mais elevado, no topo da pirâmide, não colocássemos... os clubes. Eles são verdadeiro e insofismável coração que faz pulsar o futebol. O resto serão preconceitos corporativistas, em que, sem desvalorizar ou menorizar nenhum, a começar pelos jogadores,  cada um deles mais não fará que puxar a brasa para a sua sardinha. Porque a essência do futebol, inapelavel e incontornavelmente, sempre foram, são e continuarão a ser os clubes.

Com os vícios e defeitos inerentes ao povo de que emanou, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) foi fundada tarde e a más horas e a reboque de todos os projectos que universalmente lhe tomaram a dianteira, no dia 3 de fevereiro de 1978, de nome "Liga Portuguesa de Clubes de Futebol Profissional". E como quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita, num trajecto de 37 anos, transformou-se numa coutada de grandes clubes, cemitério de clubes pequenos e viu políticos e outros grandes interesses determinarem-lhe um caminho que deveria ser apenas e exclusivamente escolhido pelos hoje 36 clubes, a que corresponderão, salvo erro, 41 equipas profissionais.

Ora essa Liga, decidiu com toda a legitimidade, em AG realizada em 29 de Junho de 2015, através de votação secreta e com 28 votos a favor e 16 contra, aprovar o sorteio dos árbitros para todas as competições profissionais, em detrimento do método de nomeações até então em vigor.

Creio que a ninguém restarão dúvidas sobre o objectivo da grande maioria dos clubes, ao aprovar o sorteio dos árbitros. O próprio actual presidente, já candidato às próximas eleições do organismo, ainda hoje o terá reconhecido sem ambiguidades: "Os clubes deram um sinal claro que pretendiam mais rigor e transparência nas nomeações e classificações dos árbitros." Por outras palavras e para bom entendedor, os clubes mostraram um cartão vermelho ao Conselho de Arbitragem da FPF e em particular ao seu presidente Vitor Pereira. O sorteio aprovado, ao invés de constituir uma solução, que ninguém no futebol português defenderá, deveria apenas servir de álibi para provocar uma digna e honrosa demissão em bloco de todo o CA da FPF.

Mas estamos em Portugal, um país de excelente cozinha, cuja aprimorada confecção faz as delícias de quem nos visita ou espreita de longe com extrema curiosidade, quiçá de água na boca ou de sorriso rasgado de gozo. Não chegou um mês para que a união das corporações dos jogadores, dirigentes, treinadores, preparadores e recuperadores físicos, árbitros médicos juristas e mais uma infinidade de profissionais que vivem do futebol, vulgo FPF, cozinhasse o mais apetitoso dos pitéus: as papas! Que comeram alegre e quase acintosamente na cabeça dos clubes.

Penso que Luís Duque seria um candidato credível às próximas eleições da Liga, se como vice-presidente da FPF, no uso dos seus poderes como presidente da LPFP e no respeito pela última decisão da AG da Liga, em vez de prometer "diálogos com surdos", tivesse hoje alertado toda a AG de FPF, para a possibilidade de os clubes que representa, boicotarem todas as competições profissionais, enquanto não tivessem a garantia por parte da FPF/CA, de "mais rigor e transparência nas nomeações e classificações do árbitros"!...

Assim, se eu fosse dirigente de um clube da LPFP, por mais modesto que fosse, saberia bem em quem votar no próximo dia 28. Porque enquanto a Luís Duque toda agente da FPF, incluindo o CA e o seu "sólido e inamovível" presidente, parece comer-lhe as papas na cabeça, já o mesmo com toda a certeza não aconteceria com o outro putativo candidato, o ex-árbitro Pedro Proença, pelo carácter e como profundo conhecedor das linhas com que se cosem todos os elementos constituintes do actual e inamovível CA da FPF.

Com Luís Duque, nem as moscas hão-de mudar, quanto mais a merda!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

Vitor Pereira não se demitiu: comprometeu-se a dar o TRI ao Benfica!...



Os clubes tinham mostrado, com toda a legitimidade e razão, o cartão vermelho a Vitor Pereira!...

Qualquer homem a quem restasse um pingo de dignidade e pudor, teria pedido a demissão no mesmo dia em que essa resolução foi tomada. Qualquer homem de carácter jamais estaria disposto a afrontar os motores do futebol e a permanecer onde inequivocamente não era desejado.

Mas Vitor Pereira nunca será esse tipo de homem. E movimentou-se no pântano. E como o caloteiro, encontrou desculpas para não pagar. Nunca reconheceu os erros, nem alguma vez mostrou intenção de os corrigir. Gritou, berrou aos quatro ventos  a lisura dos seus processos, esperneou, avisou para o caos e para a injustiça que se seguiriam se o cartão vermelho não fosse despenalizado!...

E o pântano voltou a unir-se: o "sistema" - o sistema vermelho que hoje vigora no futebol português! - despenalizou Vitor Pereira! Os répteis agiram corporativamente!...

A Salazar foi preciso que uma cadeira pusesse termo a uma vida de crimes perpretados contra aqueles por quem dizia governar... A BEM DA NAÇÂO!...

A Marcelo Caetano, foram precisas as rajadas dos tanques mandadas disparar por Salgueiro Maia no Carmo, para que ouvisse a voz do povo, representado por uma praça cheia e que gritava, em uníssono: O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO, FASCISMO NUNCA MAIS!...

Vitor Pereira, ficou! Compreende-se! É uma homem de palavra!...

Tinha-se comprometido a dar o TRI ao Benfica!...

Leoninamente,
Até à próxima

"Só tenho medo que o céu me caia em cima da cabeça"!...


Quando aos 80 minutos a bola foi endossada a Cale, o posicionamente de Ciani não era, obviamente, o melhor, mas com menos 7 ou 8 kgs de peso o novo reforço leonino tinha condições para conseguir interceptar e acabar com a jogada que viria a proporcionar o segundo golo dos sul-africanos. Isto para dizer, sem muitas considerações preliminares, que Michael Ciani nem dentro de um mês estará em condições de discutir um lugar no eixo central da defesa do Sporting. Ora não seria isto que o Sporting necessitaria a quando da contratação do francês: o que é barato acaba sempre por se revelar caro. Outro "capitão américa"?! Talvez... ou se calhar nem isso! Os adeptos do Besiktas devem estar bem mais satisfeitos com Rhodolfo.

Já quanto a Naldo o cenário indicia algo de diferente. De qualquer modo, pareceram-me completamente deslocadas as afirmações do jogador, quando diz acreditar que será o "patrão da defesa do Sporting"! Terá perdido uma boa ocasião de estar calado e concentrar todas as suas energias no trabalho, limpando cuidadosamente a cera dos ouvidos para não perder nem uma palavra de JJ. Não lhe ficará mal no futuro usar de alguma modéstia.

Em resumo e para concluir, estaremos como estávamos antes da contratação destes dois centrais: Paulo Oliveira e Tobias Figueiredo são a nossa esperança e que Ewerton recupere bem e depressa. Não é fácil admitir esta dura realidade, mas... "só tenho medo que o céu me caia em cima da cabeça"! O Astérix já se queixava e ele lá saberia porquê!...

Leoninamente,
Até à próxima

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Sporting na final da CapeTwonCup2015!...

O primeiro roubo da época
Eu esperava e gostava de ter visto as coisas bonitas que vi no jogo de hoje em Cape Town, sem algumas pinceladas que aqui e ali alguns leões colocaram no quadro e que levaram JJ a gritar, que eu bem ouvi, "bola no pé, bola no pé"!...

Pois, eu sei que ainda será muito cedo para colocar já a exigência num patamar tão elevado. JJ é um técnico de eleição, mas não faz os milagres que só o tempo e o trabalho conseguirão. Mas já deu para concluir, e que me perdoem os adeptos do Benfica e do Porto,  o Sporting terá sido dos três aquele que mais me agradou, o que seria natural dada a minha condição de sportinguista, mas na exacta medida em que me pareceu ser o únco dos candidatos ao título a registar uma agradável evolução nos seus processos de jogo, muito particularmente em relação a todos os comportamentos colectivos de um passado não muito distante.

Um dos pormenores que mais me saltou à vista foi a povoação do centro do jogo, sem que isso signifique centro do campo: há muitos anos que eu não via tanta gente do Sporting no espaço onde se decidem as partidas. Dizia o comentador, que o Sporting coloca agora seis jogadores nas bolas paradas sobre a grande área adversária, onde num passado recente colocava quatro e, só muito raramente, cinco. Pois!...  

Mas vi também a linha defensiva mais junta e ligeiramente mais adiantada do que me habituei a ver ainda recentemente e a linha média a oferecer o dobro das coberturas, sendo os homens quase os mesmos e faltando por ali quem nós sabemos demasiado bem.

E vi ainda aquilo que sempre critiquei nos processos de jogo recentes: o portador da bola, seja ele quem for, passa agora a ver ser-lhe exponencialmente garantida uma quase infinidade de soluções de passe.

Finalmente, as linhas laterais perderam a exclusividade da progressão no terreno, que agora é repartida por todo o campo, dependendo do momento de jogo, do posicionamento adversário e do talento e coragem dos condutores da bola. E isto significa que a previsibilidade do Sporting foi quase reduzida à sua expressão mais simples, que o adversário passou a nunca ter certezas sobre a forma como o Sporting lhe vai aparecer na área.

Claro que ainda andará por ali muito vício. Claro que haverá por ali quem ainda nem sequer saiba de cor o nome de muitos companheiros. Claro num jogo desta natureza e nesta altura da prè-época seriam descabidas referências individuais. Mas atrevo-me a fazer duas. A primeira, para reafirmar aquilo que há anos por aqui dizia: a braçadeira de capitão foi finalmente entregue a quem  há muito tempo a deveria ter ostentado. A segunda para reafirmar também, aquilo que ainda recentemente por aqui disse: Ruben Semedo está na calha para suceder ao grande William Carvalho, com o nº 6 nas costas. E que grande golo aquele!...

No próximo domingo iremos apreciar um jogo de grau de dificuldade máximo, para apenas três semanas de preparação. Vai ser muito interessante, sendo que o resultado será o que menos interessará.

Leoninamente, 
Até à próxima

O que eu quero ver hoje, é se JJ nos volta a oferecer... FUTEBOL!...


Impossível esconder a ansiedade neste dia cinzentão, com o são pedro a borrifar-nos a espaços, pelo menos cá no Norte, com lampejos de chuva de molha-tolos. Já por duas ou três vezes olhei para o teclado, com ar envergonhado, no reconhecimento de hoje nada ainda ter oferecido aos sportinguistas que, leoninamente, por aqui costumam passar. Mas não me tem saído nada: inspiração zero! Apenas a estreia mundial do Sporting de JJ  me baila na mente, acompanhada de imagens difusas do Estádio Green Point e das indecifráveis sombras de uma desconhecida equipa que dá pelo pomposo nome de Ajax de Cape Town, quinta classificada na liga sul-africana.

Diz-nos quem os jornais destacaram para este estágio do Sporting, lá nos confins de África, que  será uma excelente oportunidade para ver...

O Leão em estreia... mundial

"... Oportunidade para Jorge Jesus ver em acção alguns dos novos reforços, como João Pereira, Ciani, Naldo e Teófilo Gutiérrez, bem como avaliar o desempenho de jovens como Gelson Martins, Wallyson ou Iuri Medeiros. Na verdade, João Pereira e Naldo já foram utilizados com o Atlético, enquanto que Ciani e Teo devem estrear-se no embate de hoje, aqui na Cidade do Cabo.

Entre o jogo com o Atlético e o embate de hoje passou quase uma semana, e neste momento faltam 16 dias para o primeiro confronto oficial da época, a Supertaça, que se disputa no próximo dia 9 de Agosto, diante do Benfica.

Neste contexto, importa avaliar a maneira como os jogadores têm assimilado as ideias de Jorge Jesus e a forma como este Sporting se começa a desenhar em direcção à imagem que o técnico pretende.

O trabalho táctico tem sido uma das grandes preocupações de JJ, que está determinado em colocar a equipa, o quanto antes, a jogar à sua imagem. Hoje, curiosamente, será o primeiro jogo da pré-época em que o técnico não terá oportunidade de interromper a partida para corrigir posicionamentos ou movimentos, sendo, por isso, curioso assistir à forma como a equipa vai responder.

Sendo evidente que existe já uma base com vista à equipa que irá iniciar a temporada, Jorge Jesus pretende aproveitar estes jogos para dissipar dúvidas relacionadas com alguns jogadores, confirmar outras tantas ideias e, ao mesmo tempo, avaliar a dinâmica que a equipa já consegue apresentar com cerca de 22 dias de trabalho efectivo.

O técnico deverá utilizar neste Torneio Cidade do Cabo todos os 26 jogadores que trouxe para a África do Sul, sendo garantido que na próxima semana, provavelmente ainda antes do embate com a Roma, no Torneio Cinco Violinos, o grupo de trabalho já ficará definido, pelo menos no que respeita aos jogadores com quem o treinador conta e aqueles que não estão nos planos."
(António Bernardino, Record, em Cape Town)

Mas isto é o que António Bernardino entendeu por bem dizer na crónica que enviou para a redacção do seu jornal. Muito diferente das minhas expectativas.

O que eu quero hoje ver, é se JJ já conseguiu dar a volta ao dramático controle de profundidade que os leões exibiram na sua defesa ao longo de toda a temporada passada. E quero ver também se já introduziu alterações à exasperante falta de velocidade nas transições defensivas, que me esfrangalharam os nervos ao longo de um campeonato que perdemos, sem ousadia, com muita calma e pouco ou nenhum veneno. E finalmente quero certificar-me se JJ já conseguiu extinguir aqueles estúpidos atrasos à queima para os centrais e até para o Patrício; aquelas terríveis e descoroçoantes lateralizações, de quem parecia desconhecer que os golos se marcam nas balizas e nunca a construir para as laterais; aquele passa e repassa "engonhante" com o medo dos centrais adversários estampado na cara; aquela teimosia casmurra de pensar o futebol apenas encostado às linhas, sem diagonais, sem incursões, sem partir os rins e rebentar as cabeças aos defesas; aquele terror evidenciado pelos leõs da linha média de... disparar, disparar, disparar para aquele buraco entre os três paus, em vez de nas pobres vezes que o faziam, agredirem quem na superior desejava festejar golos, ao invés de levar com a bola nas trombas!...

O que eu quero ver hoje, é se JJ nos volta a oferecer... FUTEBOL!... 

Leoninamente,
Até à próxima

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Só não vê quem ousar perpetuar as moscas e... a merda!...


Pedro Proença é o candidato de um novo caminho

"Eu tinha referido que era necessário uma mudança no futebol, novas ideias, alguém que trouxesse novos paradigmas e modernização. Pedro Proença encarna toda essa possibilidade. É alguém que conheço há mais de 20 anos, tem formação académica igual à minha - curso de gestão – , geriu empresas e conhece bem o mundo do futebol por dentro, por toda a carreira que teve, estando agora no Comité da UEFA. [...]

É fundamental apostar em quem tenha know-how que possa trazer para a Liga conhecimento não só de futebol, mas também boas práticas e captação de novas receitas. O futebol português tem de se abrir ao exterior, perceber que tem qualidade e mercado para trazer mais-valias. [...]

Pedro Proença é o candidato que pode começar esse novo caminho, que queremos cada vez mais benéfico."
(Bruno de Carvalho, in Record)

A escolha dos clubes no próximo acto eleitoral da LPFP parece simples e clara: entregar em bandeja de prata a Liga ao Benfica, que já domina a FPF e através desta, a arbitragem, ou entregá-la aos clubes?!...

Só não vê quem não quiser ver! Só não vê quem pretender continuar a prestar vassalagem ao "pretenso novo senhor feudal do futebol português", a troco de migalhas de pão bolorento! Só não vê quem não perceber onde terminará este assalto aos direitos televisivos em 2018. Só não vê quem ousar negar a sustentabilidade do futebol inglês, fruto de um novo caminho,  da centralização na Liga dos direitos televisivos e de uma repartição justa de receitas entre todos os clubes, consoante a sua prestação desportiva...

Só não vê quem acreditar em almoços grátis, falinhas mansas, apregoadas e hipócritas transparências e confundir o "colinho dos adeptos" com o "colinho da trafulhice". Só não vê, quem for parvo!...

Só não vê quem ousar perpetuar as moscas e... a merda!...

Leoninamente,
Até à próxima