sábado, 5 de novembro de 2016

Entretanto, os arautos da desgraça vão erguendo trombetas!...



SPORTING - MUITA PARRA E... POUCA UVA

«Os anos em que o Sporting se atrasou na conquista pelo título máximo nacional recomendariam, no momento da quebra da ‘linha de continuidade’, um Sporting virado, primeiro, para a sua realidade interna e, portanto, para a recuperação financeira alicerçada num ideário desportivo compatível com aquilo que são as suas possibilidades e só depois virado para o combate aos miasmas da realidade externa.

Bruno de Carvalho não entendeu assim, muito por força do seu espírito inquieto (ai o ADN) e decidiu, a uma velocidade vertiginosa – mais susceptível ao erro – ‘atacar’ a realidade interna e a realidade externa, com as garras (de leão) bem espetadas. Tudo ao mesmo tempo. A força social que o Sporting adquiriu ao longo dos tempos é, hoje, o produto da sua história. O lado bom mas também o lado mau. É legítimo que Bruno de Carvalho queira ver o Sporting agir e reagir como ‘clube grande’, mas a verdade nua e crua é que o Sporting deixou há muitas décadas de ser um clube hegemónico, no futebol. Ele sabe que a conquista do título constitui, após tão longo jejum, a alavanca da sua afirmação como presidente. Por isso, aproveitou a oportunidade de o Benfica ter largado Jorge Jesus e matou dois coelhos com uma cajadada: abortou a contestação (que já se ouvia) em redor da forma como geriu o ‘processo Marco Silva’ e contratou o treinador que, em menos tempo, consegue optimizar o rendimento dos jogadores…

A opção quase produziu efeitos na primeira época de JJ no Sporting: uma equipa a jogar bom futebol e a confirmar a tese de que o treinador é capaz de valorizar e muito os activos, pelo que o dinheiro envolvido na sua contratação – muito acima da média – seria compensado pela valorização conseguida entre os jogadores. O Europeu foi a cereja no topo do bolo, mas o trabalho estava feito. O resultado não foi melhor (podia ter dado para o título) se o Sporting não tivesse enveredado por uma política de comunicação suicida, que só ajudou a unir o Benfica. Por isso, defendo a ideia de que o Benfica deve muito o tricampeonato a si próprio e à estratégia de comunicação do Sporting.

O (alto) rendimento dos jogadores leoninos teve como consequência a manifestação de interesse de outros clubes. Foi assim que apareceram as propostas de contratação de João Mário, Slimani, Adrien e outras. O Sporting, por mais que queira perseguir o objectivo dos títulos como algo essencial e determinante no seu crescimento, numa lógica de aumento de custos e perante a pressão da banca e da UEFA (através do fair play financeiro), não pode fingir que o mercado não existe. Por isso, o problema não esteve na venda de Slimani e João Mário, e na saída de Teo Gutiérrez, mas na aquisição dos jogadores que iriam, supostamente, fortalecer o plantel. Em dois meses, foram muitas as aquisições e poucas as que acrescentaram valor. Talvez Jorge Jesus precise de mais tempo para alcançar esse objectivo, mas as competições não param. E a perda de Adrien, por lesão, foi o motivo mais próximo através do qual a ‘máquina’ começou a engasgar. Sem Slimani, João Mário, Teo Gutiérrez e ‘sem’ Adrien e William Carvalho (que quebra de rendimento!!!) e com os laterais a carburar menos em relação à última época, o Sporting deixara de poder contar com a espinha dorsal do conjunto que quase conseguira chegar ao título. Em compensação, apenas Bas Dost (mas com características diferentes das de Slimani) e um ‘cheirinho’, pouco, de Markovic. Nem Petrovic, nem Elias, nem Melli, nem Alan Ruiz, nem Campbell, nem André, nem Castaignos (acredito que este possa aparecer mais…) mostraram algo de verdadeiramente interessante. Gelson, Gelson, Gelson. Qual é a equipa que não se ressente de uma situação destas? O problema do Sporting, no plano desportivo, está nas aquisições.

Foi neste quadro, difícil, que o Sporting jogou em Dortmund. E que fez Jorge Jesus? Algo que abomina, como princípio: mexer no seu modelo de jogo, actuando com três centrais, mesmo sem Aubameyang do outro lado. Uma forma de tentar minorar o impacto de um futebol rápido e perigoso do Borussia. Não chegou (não se podem perder oportunidades de golo como aquelas que o Sporting criou), mas os leões fizeram um ‘bom jogo’. Em atitude e tacticamente. Faltou, talvez, com a entrada de Adrien, manter B. César (à esquerda) e tirar B. Ruiz e faltou prescindir de um dos três centrais ou, não o fazendo, colocar um deles na zona do ponta-de-lança, no período final do tudo ou nada.

Em conclusão: o Sporting está a querer fazer tudo depressa de mais e isso pode fazê-lo tropeçar em si próprio. O problema é que o presidente não tem forma de desacelerar. Vêm aí as eleições e esse é outro capítulo da estória.»
(Rui Santos, Pressão Alta, in Record)

Será uma tarefa tremendamente difícil separar o trigo do jóio nesta interessante crónica de Rui Santos, que me parece ser, no mínimo, uma boa base para reflexão. Não será fácil a nenhum sportinguista negar as "feridas", quanto mais os dedos que para elas estão apontados. Poderá haver aqui e além alguns pés de trigo cuja qualidade não seja a melhor. Mas se calhar, o jóio não fará, decididamente, parte da molhada que RS nos trouxe neste seu texto.

Pesem embora ainda em muitos sportinguistas as expectativas criadas em torno da avalanche de contratações que a última janela de mercado permitiu concretizar, o facto é que para além de Beto, Bas Dost e provavelmente Douglas, "nem Petrovic, nem Elias, nem Meli, nem Alan Ruiz, nem Campbell, nem André, nem Castaignos" aos quais com realismo e sentido prático não poderemos deixar de associar Markovic, se terão revelado até este momento sequer um razoável investimento. Na sua nova e original função de "manager", Jorge Jesus  terá falhado rotundamente e terá arrastado Bruno de Carvalho na sua queda, sem que a este seja justo atribuir mais do que uma residual percentagem das culpas do insucesso.

Já em relação a outras vertentes que poderão contribuir para explicar o momento menos bom que o Sporting atravessa, Bruno de Carvalho só com muito boa vontade e profundo estrabismo ou até ambliopia, poderá sair ileso, nomeadamente no que respeita à política comunicacional, na qual o Sporting parece nada ter aprendido, ao persistir numa "estratégia de comunicação suicida", cujos efeitos práticos terão contribuído de forma decisiva para entregar o último título de campeão aos rivais, que naturalmente aproveitaram, com reconhecida gratidão, ironia e gozo.

Só eu sei quanto me custa partir para este reconhecimento. Só eu sei a decepção que me invade sempre que se me deparam novos episódios dessa "cansativa, louca, estúpida e suicida investida comunicacional"! E parece que no universo leonino, haverá muitos mais a quem incomoda e decepciona a verve presidencial (LINK)...

Entretanto, os arautos da desgraça vão erguendo trombetas!...

Leoninamente,
Até sempre, Sporting Sempre!...

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Parece que os benfas encontraram finalmente os "ténis" que tanto desejavam calçar!...


Obviamente que a leitura deste post será permitida, como sempre, a todos os sportinguistas. Mas, naturalmente, ninguém me levará a mal que o dedique a todos os adeptos benfas que têm por hábito esvoaçar por aqui, com um glorioso abraço e fortes saudações desportivas.

A fazer fé nos primeiros posts, parece que a blogosfera do Sporting acaba de fazer uma "fabulástica" contratação (LINK). Mais uma, o que nos enche de satisfação, especialmente por actuar numa "zona do terreno" em que a malta terá alguma dificuldade em brilhar, especialmente em termos defensivos, no contraditório "à central de propaganda goebbelsiana vermelha"!...

Parece que os benfas encontraram finalmente os "ténis" que tanto desejavam calçar!...

Leoninamente,
Até sempre, Sporting Sempre!...

P.S. - Parece que terei trocado algures no meu texto um "p" por um "t". Mas confio na argúcia dos sportinguistas... 

Gastão Elias é um dos nossos!...


A NOVA VIDA DE GASTÃO


«Gastão Elias está a 20 dias de completar 26 anos e a dar início a uma nova vida, porventura a mais difícil fase da sua carreira que é a sustentação de um lugar no top 100 mundial, que lhe garante a entrada direta nos torneios do Grand Slam acompanhada de verbas simpáticas, que lhe podem abrir ainda novos horizontes.

Júnior promissor, excelente tecnicista, Gastão Elias rompeu em Abril passado, pela primeira vez, a barreira do top 100 mundial, estatuto que vai manter seguramente até final deste ano e quase de certeza até Janeiro de 2017. Isto significa que o tenista da Lourinhã será o português que irá estar mais tempo (9 meses) em estreia no clube centenário, superando os oito meses de Nuno Marques, os cinco de Rui Machado, os dois meses de João Sousa e os 42 dias de Frederico Gil, os únicos jogadores nacionais com estatuto de top 100.

Esta situação acarreta uma enorme responsabilidade para o jogador que está ligado ao Sporting e a João Lagos, o seu agente. Gastão entra agora numa fase diferente, onde a gestão da carreira e do ranking e da programação dos torneios tem de ser muito bem pensada. Qualquer erro é fatal e pode causar graves dissabores. Estamos a falar de uma fasquia de elevado nível e da afirmação de uma carreira.

Os bons exemplos dados por João Sousa ao quebrar uma série de recordes, conseguindo manter um estatuto que talvez fosse impensável há três anos, devem ser de incentivo e de reflexão. Não são apenas os tais pormenores técnicos que podem fazer a diferença. E não é preciso ser ‘mágico’ para fazer a programação mais adequada.»


Uma crónica actual e muito curiosa de Norberto Santos, que interessará a todos os adeptos sportinguistas, mesmo aos que não incluam o ténis nas suas maiores paixões.

Gastão Elias é um dos nossos!...

Leoninamente,
Até sempre, Sporting Sempre!...

Não será o salvador da pátria, mas sem ele...



Correndo os riscos inerentes à teimosia de JJ, é muito provável que  não seja esta a equipa titular que se apresentará em Alvalade para defrontar o "colosso" Arouca. De qualquer modo esta seria a equipa que na minha opinião poderia tornar fácil o que o treinador leonino há-de pintar como de extrema dificuldade. Nada a que já não estejamos habituados...

Mas a minha grande fé deriva do facto de voltarmos a ter lá dentro alguém que para além de jogar o que todos sabemos, me parece o único capaz de dar um berro sempre que isso se imponha!...

Não será o salvador da pátria, mas sem ele...

Leoninamente,
Até sempre, Sporting Sempre!...


Veremos o que dirá o tempo!...



«O Ryan é um jogador diferente do que queriam que ele fosse, mas é um excelente jogador. A expectativa que criaram em redor dele foi excessiva. [...]

Chegou atrasado, perdeu algum tempo, mas as minhas opções nada têm a ver com o seu trabalho. Neste momento, está pronto para ajudar a equipa. Tem tido um comportamento fantástico e vai continuar a crescer.»
(José Couceiro, in A Bola)


Não me surpreenderam as palavras de José Couceiro. Sempre me animou a convicção de que terá havido alguém que se enganou no processo de crescimento de Ryan Gauld.

Com contrato com o Sporting até 2020...

Veremos o que dirá o tempo!...

Leoninamente,
Até sempre, Sporting Sempre!...

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Bem vindo Adrien e que a sorte te proteja!...


A DIFERENÇA ESTÁ EM ADRIEN

«No futebol, por muitas voltas que se dê, o problema e a solução encontra-se sempre nos golos. Nos que se marcam ou não, nos que se sofrem ou não. Diz-se que o Sporting atravessa um momento de crise porque ganhou apenas um dos cinco jogos de outubro (Famalicão, na Taça de Portugal) e por força dos dois zeros desta semana atribuem-se responsabilidades maiores ao setor ofensivo. Desde logo, se um ‘grande’ ganha apenas um em cinco jogos é claro que pode falar-se em crise. Mas discordo que a ‘culpa’ seja do ataque.

Se colocarmos os números em perspectiva concluímos que estamos a ver mal a questão. Deixemos de lado aquilo que não se pode comparar (Liga dos Campeões com Liga Europa) e centremos atenções nos jogos da Liga, os primeiros nove de há um ano com aqueles que já se realizaram esta época. Em 2015/16, a equipa de Jesus marcou 18 golos (Slimani, 6; Teo, 3), este ano fez 17 (Bas Dost, 4; Slimani, 1; André, 1; Markovic, 1). A diferença justifica os cinco pontos a menos que os leões somam? Claro que não, até porque num e noutro campeonato, a equipa teve um 0-0 em cada (Boavista, 15/16; Nacional, 16/17). Vejamos agora o número de golos sofridos: cinco há um ano, 10 na atual temporada! Sim, é aqui que reside a explicação. Porque em 15/16 apenas um golo contra custou pontos (empate com o Paços de Ferreira), enquanto na presente edição da Liga os golos encaixados originaram uma derrota (1-3 em Vila do Conde) e dois empates (3-3 em Guimarães; 1-1 com o Tondela).

Nenhum jogador faz uma equipa. Mas há alguns que fazem demasiada diferença. A primeira ideia é de Adrien e expressou-a em Dortmund. A segunda é minha. O capitão saiu lesionado do relvado de Guimarães ainda na primeira parte, com os leões a ganhar 1-0. Na segunda, a partir do banco, viu os vimaranenses marcarem três golos. O Sporting perdeu seis pontos enquanto não teve Adrien, precisamente nos últimos três desafios. Querem uma conclusão simples? É esta: nos 539 minutos em que teve Adrien, Jesus viu a equipa marcar 13 golos e sofrer quatro: nos 271 de ausência do capitão, marcou quatro e sofreu seis. Com Adrien, o Sporting marca a cada 41 minutos e sofre a cada 135; sem ele, faz golo a cada 67 minutos e sofre... a cada 45!»


Contra factos... e números, não há argumentos! Os factos e números da "crise do Sporting e de JJ" surgem irrefutáveis e incontornáveis nesta simples mas elucidativa crónica de José Ribeiro.

Bem vindo Adrien e que a sorte te proteja!...

Leoninamente,
Até sempre, Sporting Sempre!...

O nosso futebol está repleto de "macacos"!...


MACACO COM MESTRE

«O país sorriu ao ouvir falar da história de um clube da Divisão de Elite do Porto que conseguiu ser notícia em telejornais nacionais por atemorizar os seus concorrentes, ao ponto destes preferirem perder por falta de comparência. Até o nome dos caneleiros ajuda à piada. Mas ao ver os vídeos dos jogos o sorriso desaparece. Não se trata de "virilidade" em excesso. Aquilo que se vê roça a criminalidade pura e simples, com dezenas de agressões perigosas, ameaças e um clima de medo que envergonha a associação que permite que esta equipa continue a apresentar-se em campo e a pôr em perigo a segurança de quem apenas quer jogar futebol. Como é possível que este clube não tenha sido já irradiado de todas as competições?

Mas convenhamos que o Canelas 2010 só leva mais longe o que aprendeu com os grandes: qualquer ideia de respeito pelo adversário é quotidianamente ignorada por dirigentes e treinadores. Em vez do desporto de alta competição servir como modelo do que quereríamos ver na sociedade é um retrato caricatural de tudo o que está errado na sociedade. Na sua maioria, os dirigentes desportivos são cópias grotescas dos políticos, os treinadores não obedecem a qualquer código de honra e os jogadores são mercenários sem qualquer lealdade. O Canelas mimetiza, em versão tosca e arruaceira, um caminho trilhado por outros com excelentes resultados: a violência e a corrupção como forma de impedir a verdade desportiva. O Canelas foi criado pelos Super Dragões e o seu capitão é o famoso Fernando Madureira, mais conhecido pela esclarecedora alcunha de "macaco". E o "macaco" teve os melhores professores. O que ele viu em alguns dirigentes é o que passou a achar normal. Só lhe falta o talento, a inteligência, o humor e a arte na dissimulação. O resto está lá.»

Imaginemos que um qualquer credenciado e insuspeito especialista em imagiologia se lembrava de realizar um TAC à sociedade portuguesa de que todos fazemos parte. Ora como as próprias iniciais do método radiológico indicam - tomografia axial computorizada - todos os tecidos que estejam alinhados segundo um eixo predeterminado, ao serem atravessados pelos raios x, dada a sua composição diferenciada, absorverão também diferentes quantidades de radiação, traduzidas depois numa escala de cinzentos que permitirão ao especialista uma quase rigorosa interpretação sobre as anormalidades das estruturas celulares do diversos orgãos rastreados e o estabelecimento de rigorosos diagnósticos, quase impossíveis de fazer em todos os métodos anteriores.

Julgo que a crónica de hoje de Daniel Oliveira, não será mais do que um impressionante TAC ao pântano putrefacto deste nosso futebol e o terrível diagnóstico que sugere deveria merecer uma maior atenção e cuidado por parte de todas as entidades que nos governam.

Porque, sem que de algum modo pretendessemos alargar o exame a outros "eixos predeterminados da nossa podre sociedade", cujos resultados pouco difeririam na sua essência, o certo é que, face à proliferação incontrolada e quase incontrolável de "mestres"...

O nosso futebol está repleto de "macacos"!...

Leoninamente,
Até sempre, Sporting Sempre!...

A falta de atitude parece ter ficado ontem no banco!...


Face à qualidade de jogo que JJ pretendeu realçar lavando, subrepticiamente entre linhas e com o habitual despudor, as mãos como Pilatos, seria natural que entre o "não ganhar" que prefere utilizar para explicar novo insucesso e o "perder", que efectivamente deveria ser o verbo adequado à situação de ontem, coubesse o empate. 

Mas face à ineficácia atacante que não teve pruridos em evidenciar, atirando o ónus das culpas que também lhe couberam, em exclusivo, para os atacantes, nomeadamente os subentendidos Gelson e Ruiz,  qualquer espírito atento diria, face à narcísica e apregoada qualidade de jogo, que o risco não iria além do empate.

Ora será precisamente neste ponto que estará plantada a incoerência do técnico leonino: a qualidade de jogo que atira aos ventos não aconteceu! E não aconteceu precisamente, porque aos 12 minutos Paulo Oliveira ficou nas covas e permitiu o cabeceamento vitorioso - bastou um! - a Adrián Ramos. Se porventura houvesse qualidade de jogo, a "torre colombiana" não teria cabeceado a seu belprazer para a baliza do desamparado Rui Patrício...

Esta imagem é recorrente. Aconteceu ontem - mesmo com três centrais! - e mais não será que a imagem de marca que a defesa leonina vem evidenciando desde a pré-temporada. E esse facto, por mais que JJ tente pintar o quadro com as cores que mais jeito lhe derem, nunca abonará em favor da qualidade de jogo que ele nos tenta atirar aos olhos, com a facilidade e a simplicidade de uma mão cheia de areia.

Escaldado pela "passadeira vermelha" que a sua equipa havia estendido em Alvalade aos alemães, entendeu ensaiar em Dortmund uma novíssima "nuance táctica", que até acabaria, não fosse aquele fatídico minuto 12,  por se revelar bem mais adequada que a "auto-estrada" que permitiu aos alemães levarem os três pontos de Alvalade. Só que a inovação, colada com cuspe à última hora, apenas se revelou eficaz, naturalmente, com o decorrer do jogo e com os alemães já adiantados no marcador. O treino terá ficado, sabe-se lá para quando, na Academia...

Ao intervalo parece ter visto como todos nós, o erro que terá constituído o lançamento de Castaignos - com escassos minutos de jogo desde a sua chegada a Alvalade! - deixando Bas Dost no banco e... fez a troca! Porém, sem que nenhuma outra alteração fosse providenciada, o ataque do Sporting teria de continuar, como continuou, entregue a... um holandês sozinho.

Arguto, como todos reconhecerão, demorou apenas alguns minutos a perceber que "tudo continuava como dantes, com o quartel-general em Abrantes". E lançou a  "tábua de salvação": Adrien Silva! E o Sporting, como que por milagre, transformou-se. A tal ponto que os alemães se viram obrigados à contenção que havíamos visto em Alvalade e terá pairado na Arena o espectro do empate...

Com cerca de 15 minutos para o final e depois de Bryan Ruiz, já sem poder com as botas, ter falhado um golo cantado, com o Borussia encostado às cordas, seria o momento de JJ tentar mesmo o empate ou - quem o poderia prever?! -, algo mais, lançando para o jogo alguém que se juntasse na área a Bas Dost. Esse alguém que deveria estar perfeitamente identificado na cabeça do técnico leonino, depois de tantas experiências e testes falhados, teria de ser, necessária e obviamente Joel Campbel. Mas acabou por triunfar a teimosia - haverá quem já lhe chame frete! - de Jorge Jesus. E entrou Markovic... Para fazer exactamente aquilo que todos de imediato previmos: nada!...

Jorge Jesus andará a passar por um inusitado mau momento em termos psíquicos! Que transmitirá, sem o pretender e sem que o próprio o suspeite, a todo o colectivo que lidera...

É provável que até já os adeptos leoninos se questionem sobre se "será da sua vista ou se os barrotes não estarão tortos". Mas... Não me sai da cabeça que JJ apenas queria perder por poucos!...

A falta de atitude parece ter ficado ontem no banco!... 

Leoninamente,
Até sempre, Sporting Sempre!...

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Vai-te lucro que me deixas perca!...



E o jogo disse quase tudo o que já se sabia desde o sorteio: Borussia Dortmund apurado e Sporting com hipóteses na Liga Europa, se porventura não partir para a Polónia no último jogo do grupo, com o mesmo ânimo com que partiu há um ano para a Albânia para defrontar o Skenderbeu. 

Apesar de tudo e face à produção que ultimamente vinha evidenciando, poder-se-à dizer que a exibição do Sporting terá superado as expectativas. Daí que a vitória alemã não tenha sido obtida sem algum sofrimento e se a fortuna tivesse acompanhado Gelson e Ruiz em lances capitais, talvez o amarelo de Dortmund tivesse ficado um pouco mais pálido.

A nuance táctica hoje ensaiada por JJ - 3x4x3 - não me parece que tenha grande futuro. Trouxe efectivamente outro rigor defensivo à equipa e pode ter constituído um importante balão de ensaio para dois ou três jogos de mais elevada dificuldade que se nos colocam no horizonte. Mas estará condenada a ir para a gaveta na quase totalidade das solicitações domésticas.

Os 37 minutos de Adrien, para além de terem permitido dissipar uma boa parte dos receios de muitos adeptos sportinguistas, poderão vir a revelar-se muito importantes na recuperação total do nosso capitão, nomeadamente no aspecto psíquico. Talvez tenha sido o último degrau em falta para a sua titularidade no próximo jogo em Alvalade. E a falta que ele tem feito!...

Castaignos e Markovic voltaram a não acrescentar "nadica de nada"  a esta equipa do Sporting. Mas JJ lá prossegue cheio de fé, em busca do "tesouro perdido". Ele lá saberá se estas "laranjeiras" alguma vez produzirão laranjas que não sejam amargas. Quem sabe se lá para Março não ajudarão, quando as pernas dos mesmos de sempre começarem a fracassar?! Mas mesmo que assim venha a acontecer...

Vai-te lucro que me deixas perca!...

Leoninamente,
Até sempre, Sporting Sempre!...

É tempo de ser Presidente do glorioso Sporting Clube de Portugal!...


A "tal" oposição

«... Este não foi um bom começo. Melhores oportunidades surgirão, não tenho dúvidas. Deixo apenas um conselho ao meu Presidente: confie no discernimento do seus consócios e não se deixe levar pela vontade de nos permanentemente fazer recordar o que está em causa, como estava o clube antes da sua chegada ou os riscos de voltar ao passado apostando nas pessoas e projectos errados. Essa “luta” será bem menos proveitosa para o Sporting do que a sua concentração no momento actual da equipa de futebol e o seu foco nas melhores soluções para o futuro do clube. Deixe connosco a identificação e valoração da “tal oposição”, deixe connosco os tais “ratos de porão”, pois todos nós temos memória e inteligência suficiente para entender as suas motivações ou alianças. Concentre-se, por favor, no que é útil e premente.»
(Leão de Plástico, in A Tasca do Cherba - CLICAR PARA LEITURA INTEGRAL)

Curvo-me perante a mais fantástica e poderosa lição dada por um sportinguista anónimo - Leão de Plástico ou Javardeiro, esconderão apenas o que de mais genuinamente sportinguista me tem sido dado apreciar nos últimos anos! -, a um presidente que parece tardar em compreender o quanto representa para a grande nação leonina e o quanto a esta doem os caminhos esconsos e escorregadios que a sua natural imperfeição teima em prosseguir!...

É imperioso, necessário e urgente que Bruno de Carvalho se sente, calmo, sereno e só, no seu gabinete, clique no endereço do blog A TASCA DO CHERBA, e abra o seu espírito ao mais profundo, sério, honesto, verdadeiro e sentido manifesto leonino que alguma vez lhe terá sido dirigido. 

É tempo de Bruno de Carvalho escutar a voz de milhões de sportinguistas que o apreciam e estão reconhecidos, mas que calam por pudor cada gota de orvalho, cada palavra, cada sentimento que o Leão de Plástico teve a arte e o engenho de traduzir de forma tão sublime!...

Não tenho a mais pequena dúvida de que, como eu, milhões de sportinguistas comungam tudo, palavra por palavra, vírgula por vírgula, linha por linha, o que o Leão de Plástico acaba de publicar no blog mais importante da blogosfera leonina, A TASCA DO CHERBA!...

É tempo de Bruno de Carvalho tentar ultrapassar-se a si próprio e deixar sob o pó do seu caminho todos os naturais defeitos, presunções, fobias, cartilhas estratégicas e ódios de estimação! É tempo de ser grande...

É tempo de ser Presidente do glorioso Sporting Clube de Portugal!...

Leoninamente,
Até sempre, Sporting Sempre!...