sábado, 10 de setembro de 2016

Markovic, finalmente o tão aguardado "bacalhau"!...

Finalmente o tão aguardado "bacalhau"!...

«Toda a gente percebeu que neste Sporting não há impossíveis. Determinámos objectivos e é isso que nos faz uma equipa forte e coesa. É mais um caso que ninguém estava à espera, mas enquanto estiver no Sporting, vai ser assim. Um Sporting diferente, que cria projectos interessantes, um clube estável. Para o Sporting não pode haver limites. Markovic é mais um daqueles elementos que vem para somar e ser uma mais-valia»
(Bruno de Carvalho, entrevista na SIC, in NotíciasaoMinuto)

Finalmente o tão aguardado "bacalhau"!...

Leoninamente,
Até à próxima

Em todo o tempo é tempo de esperar pela resposta do tempo!...


VIEIRA ‘FINALMENTE’ DISSE QUASE TUDO

«Foram necessários 15 meses para Luís Filipe Vieira dizer o essencial sobre Jorge Jesus. Não disse, preto no branco, que quis correr com ele, diplomaticamente, mas nas suas explicações e juntando ‘dois mais dois’ acabou por reconhecer que "a forma de trabalhar de Jesus não servia os interesses do Benfica" e ainda "com Jesus não era possível planear o futuro".

Finalmente! Mais claro não podia ser, mas parece que ainda há quem não tenha percebido.

Intencional ou não intencionalmente, o presidente do Benfica confirmou, na sua mais recente entrevista, aquilo que sempre defendemos sobre esta matéria: que, sem o assumir, o Benfica entendia ter acabado o ciclo de
Jorge Jesus na Luz. Houve, então, com a ajuda do seu ‘parceiro estratégico’ (Jorge Mendes), uma tentativa de ‘colocar’ Jesus fora do território nacional, só que a operação falhou porque não apareceu o clube dos sonhos do agora treinador do Sporting e porque o próprio Jesus se apercebeu da manobra.

Como disse agora e finalmente Vieira, não se trata de uma questão de (má) avaliação enquanto treinador e profissional; não se trata de uma questão pessoal. É mais fácil inferir agora aquilo que sempre me pareceu claro desde a primeira hora. Em causa estava uma questão de natureza estratégica, à qual se associava uma questão de poder. Quando Vieira foi buscar Jorge Jesus a Braga, o Benfica precisava de um treinador que, rapidamente, ‘agarrasse’ e dominasse o futebol dos ‘encarnados’. A aposta não podia ser mais certa, porque se há algo que Jesus consegue fazer é conseguir transformar, em pouco tempo, as conjunturas, através de uma intervenção clara e impositiva. Como se está a ver, agora, no Sporting, e foi sempre isso que defendi, em termos de análise.

O Benfica precisava de um treinador de choque e o treinador de choque deu ao Benfica o choque metodológico que o Benfica precisava. Acontece que os resultados foram imediatos e, através deles e da percepção que Jesus era capaz de fazer alguns ‘milagres’, seguiu-se um ciclo de altos e baixos, de maiores e menores tensões. Porque Jesus sempre puxou pelo ‘poder da cabina’ e isso não era bem visto internamente. Não tanto pelo lado de Vieira, que tem um lado macio e compreensivo, mas por todos aqueles que queriam ver reconhecidos os seus méritos e eram secundarizados pelo efeito de eucalipto produzido pelo treinador. 

Um treinador que puxa pelo ‘poder da cabina’ desgasta muito. Paralelamente ao crescimento do poder de Jorge Jesus, o Benfica foi construindo as suas infra-estruturas. Físicas (trabalho notável de Vieira) e humanas. Vieira foi encontrando gente capaz de racionalizar a gestão (com Domingos Soares Oliveira em posição de principal destaque) e o Benfica redimensionou-se como grande clube europeu que é.

Jorge Jesus já havia sido muito útil, mas era tempo da estrutura do Benfica e do próprio Luís Filipe Vieira assumirem o regime presidencialista em pleno. E isso só era possível com um treinador menos ‘poderoso’ e mais submisso a um paradigma de gestão que começasse no presidente, passasse (apenas) pelo treinador e fizesse tabela nalgumas peças angulares da estrutura.

Vieira entendeu que era preciso ‘virar a página’. Só que não teve a coragem de o assumir perante aquilo que havia sido o seu treinador. Os raciocínios que produziu, agora, na entrevista tornam tudo mais claro. "A forma de trabalhar de Jorge Jesus não servia os interesses do Benfica". Deixou de servir, digo eu. Palavras ditas por Vieira, claras como água. "Com Jesus não era possível planear o futuro". Vieira fala mesmo de uma mudança de paradigma. Talvez Vieira (e muitos à sua volta) não tenham dado pela contradição em directo: se Jesus não servia os interesses do Benfica e se, com ele, não era possível planear o futuro, não fica finalmente esclarecido que o Benfica já não queria Jorge Jesus?!… E era assim tão difícil de assumi-lo? Colhe-se, pois, a sensação que Vieira tinha medo de Jorge Jesus e um presidente não está em posição de ter medo de um treinador, independentemente dos méritos que lhe reconheça.

Esta entrevista, arejada, que mostrou um Vieira simultaneamente racional e emocional (há coisas que, na lógica de gestão, não deveriam ter sido ditas…), só é possível numa nova lógica de comunicação, muito mais de acordo com as responsabilidades de um clube com a dimensão e as responsabilidades do Benfica.

Bruno de Carvalho não perdeu tempo, numa semana de entrevistas/intervenções presidenciais (Pinto da Costa teve palco, igualmente), e também foi ‘a jogo’ (televisivo), numa sessão mais jornalística, chamemos-lhe assim, e menos construída para o ‘show’ e para as audiências, num tom menos familiar e mais de… parceria. Um Bruno de Carvalho mais calmo, menos popularucho, um pouco mais institucional, até na forma como ‘defendeu’ Jorge Jesus: "Não é treinador para qualquer presidente!" E não é, de facto. Não podemos, contudo, afastar-nos da ideia de que, em Portugal e nos clubes ‘grandes’, não é normal um treinador estar 6 anos na liderança técnico-desportiva. Isto tem que dizer alguma coisa. Acima de tudo que lhe foi reconhecida competência na Luz, aliás como Luís Filipe Vieira se referiu ao seu ex-treinador.
Repito: Vieira precisou de Jesus quando vinha de um período difícil, de um Benfica sem forma e incaracterístico, perdido em muitas escolhas duvidosas e, depois de lhe promover as primeiras vendas, quando o Benfica retomou a sua dimensão, a pouco e pouco, num plano de exigência maior e conseguida, era o momento de contestar a luz de Jesus e o seu poder adquirido.
É uma história de protagonismos, de egos e de estórias incompletas, nada bonitas, da qual ninguém sai incólume. 
Vieira e Jesus têm mais coisas em comum do que eles próprios agora reconhecem.»
(Rui Santos, Pressão Alta, in Record)


Qualquer observador atento e isento, verá nesta crónica de Rui Santos a desmontagem completa da mais tenebrosa e maquiavélica campanha que alguma vez terá sido urdida e executada pela famigerada "central de propaganda goebbelsiana do arcanjo".

Ironicamente ou talvez não, significando por um lado o encontro total e completo com a tese que Bruno de Carvalho defendeu na SIC, representará por outro lado uma verdadeira "carta aberta" à senhora juiz do Tribunal do Barreiro, Anabela Gomes Marques, que porventura talvez até já nem precisasse deste recado, considerando a forte hipótese de não ter perdido pitada da entrevista do presidente do Benfica.

Não há nenhuma mentira que o tempo não traga à superfície! Apanha-se mais depressa um mentiros que um coxo!...

Em todo o tempo é tempo de esperar pela resposta do tempo!...

Leoninamente,
Até à próxima

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

É óbvio que processo a JJ vai cair ... madurinho!...


«... Para o projecto que o Benfica tem, não podíamos planear a médio/longo prazo. Todos sabem como ele trabalha e essa forma de trabalhar não servia os interesses do Benfica. Com ele, não era possível planear a três anos, por exemplo. [...]

O Benfica tem um projecto e não vamos fugir da linha que traçámos. O paradigma mudou no ano passado com a chegada de Rui Vitória.»
(Luís Filipe Vieira, em entrevista à TVI)

«Começámos a preparar esta época no ano passado e temos traçado para o Sporting um plano a médio/longo prazo. O que sei é que este não é um treinador para qualquer presidente. Há presidentes que não conseguem estabelecer um projecto com o grau de exigência e profissionalismo que ele tem. Mas eu consigo perfeitamente. É simples conseguir isso porque somos ambiciosos, gostamos de desafios e queremos ficar na história. Dessa afirmação, só posso dizer que Jesus não é um treinador para qualquer presidente. Nem todos têm capacidade para ter um treinador como Jorge Jesus. [...]

É uma questão interna do presidente do Benfica. Interessa-me só o Sporting e o projecto que estamos a fazer em conjunto. Agora, disseram muito tempo que Jesus traiu o Benfica e agora percebe-se que era o clube que não queria Jesus. Se havia um processo em tribunal, caiu.»
(Bruno de Carvalho, em entrevista à SIC)

Luís Filipe Vieira na recente e muito bem planeada e concertada entrevista que deu na TVI ao seu colaborante correlegionário José Alberto de Carvalho, terá cometido um tremendo e surprendente "erro de palmatória": esqueceu por completo toda a argumentação aduzida no processo que moveu ao seu ex-treinador e que ainda decorre no Tribunal do Barreiro e acabou por estabelecer com as afirmações demagógicas e populistas que produziu, a mais anedótica contradição com as razões invocadas para lhe exigir uma indemnização estapafúrdia de 14 milhões de euros!...

Bruno de Carvalho, arguto e sagaz, a fazer lembrar outros celebrados dirigentes do futebol português, na ainda mais recente entrevista dada à SIC, entendeu, para além de desmontar toda a falácia utilizada por LFV para demonstrar a inaptidão de Jorge Jesus para ser treinador do Benfica, não dever perder a oportunidade para transformar em certezas as dúvidas da magistrada que conduz o processo no Tribunal do Barreiro, Anabela Gomes Marques, que em tempo declarou inepta toda a argumentação do Benfica...

Afigura-se agora mais do que óbvio, que o processo a JJ cairá... madurinho!...

Leoninamente,
Até à próxima

A gente vai continuar...


A LESÃO DE JONAS

«Quando os jornais noticiaram que Jonas ia ser operado a um tornozelo, e que isso implicava uma paragem de 15 dias, torci o nariz: só 15 dias para recuperar da operação a um pé? Num jogador com mais de 30 anos? Mas foi assim mesmo: ao fim desse tempo o avançado regressava de facto aos relvados como titular.

Esta semana, porém, soaram na Luz as campainhas de alarme: Jonas está lesionado no mesmo pé e não deve jogar contra o Arouca. Lembrei-me então do caso de Gaitán. Na época passada, teve uma longa paragem -- e, no jogo em que voltou aos relvados, jogou praticamente até ao fim. Resultado: nova lesão e nova paragem.

Não está em causa a competência da equipa clínica do Benfica. O problema é que uma coisa é a situação clínica – e outra, muito diferente, o bom senso. 15 dias depois da operação, Jonas poderia estar clinicamente curado na lesão no tornozelo – mas não estava psicologicamente refeito. De certeza, tinha receio de meter o pé operado. De forçar o arranque. E não colocava a bota no chão com a mesma confiança.

Por isso, lançar jogadores em campo depois de lesões complicadas, como se nada tivesse acontecido, é um risco. É certo que eles querem jogar e dizem que estão bem. E clinicamente estarão curados. Mas mentalmente poderão não estar, por muito que pensem o contrário. 

Repito: entre a medicina e o bom senso há uma diferença. A medicina só leva em conta factores objectivos – enquanto o bom senso pondera factores objectivos e factores subjectivos. Assim, em muitos casos, é o bom senso que deve prevalecer. E esse papel cabe ao treinador.»
(José António Saraiva, Futebol à Portuguesa, in Record)


José António Saraiva, ter-se-à esquecido de acrescentar que o "bom senso", em termos profissionais, sempre aparece associado ao conhecimento, à experiência, ao domínio das mais variadas vertentes da profissão em causa, enfim e numa palavra, à competência que cada um possui para o desempenho da sua função!...

Mas mal saberá ele, JAS, a sarna que vai arranjar com esta sua despretensiosa - terá sido mesmo despretensiosa? - crónica! E essa sarna estará exactamente nos antípodas da insuspeita, natural e justificada comiseração, que me faz rir às bandeiras despregadas, quando os pasquins do regime tecem loas à competência de Rui Vitória!...

Certo que Jorge Jesus terá perdido uma boa ocasião para estar calado quando afirmou há pouco mais de um ano, não reconhecer ao treinador lampião qualidades suficientes para o considerar seu colega. Com as suas reconhecidas limitações culturais e outras destas decorrentes, o seu discurso, mesmo com as recentes e substanciais melhoras que se vão notando, mostra-se por vezes desadequado em termos de escolha de vocabulário. Quando disse o que disse, por saber o que muitos que depois o criticaram ainda hoje desconhecem mas que devagar, muito devagarinho, vão chegando ao domínio público, ele deveria ter dito à boa maneira portuguesa que Rui Vitória ainda teria de comer muito sal até se lhe poder comparar!...

Hoje JAS vem dizer o mesmo nas entrelinhas da sua crónica. Mesmo sem o dizer de forma explícita, só os néscios negarão tamanha evidência: Rui Vitória é ainda um treinador particularmente limitado em termos de uma boa fatia do conhecimento que deveria exigir-se a um treinador do Benfica! Ter sido campeão na época passada ficou a dever-se a um conjunto de circunstâncias porventura irrepetíveis, que exactamente o "bom-senso" me impede de trazer para aqui agora. Mas estou absolutamente certo que o futuro o confirmará!...

E JAS, talvez por elegância e respeito para com o profissional, entendeu não acrescentar a Jonas, todos os outros 13 casos de lesões recentemente acontecidas no plantel do Benfica, de que todos terão conhecimento através da CS e que apenas os 14 milhões de benfiquistas parecem ter optado por ignorar. Da mesma forma que no passado ignoraram os padecimentos de Eusébio e mais recentemente de Mantorras, ambos com as carreiras encurtadas pela subordinação do bom senso à jactância congénita que sempre viveu e continua a viver do outro lado da nossa rua e que atropelou e continua a atroplear as mais elementares regras da decência e do respeito pela pessoa humana!...


A Gente Vai Continuar

Jorge Palma


Tira a mão do queixo não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas pra dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega a onde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota

Enquanto houver estrada pra andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada pra andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
A liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo...

A gente vai continuar...

Leoninamente, 
Até à próxima

Este será o único caminho para um Sporting campeão!...




Naturalmente que o comunicado enviado pela Sporting SAD à CMVM, dando conta de um prejuízo de 31,905 milhões de euros no exercício compreendido entre 1 de Julho de 2015 e 30 de Junho de 2016 é preocupante para todo e qualquer adepto sportinguista.

Contudo, será um exercício ridículo tentar pincelar essa preocupação com laivos de exacerbado e pouco inteligente dramatismo, sem nos determos na análise de todos os complexos circunstancialismos que concorreram para que tal acontecesse e sem tomarmos na devida conta o jogo de sombras que inevitavelmente decorre dos encargos que transitaram do exercício anterior e dos benefícios que não podendo ser contabilizados agora acabarão por ser incluídos no próximo.

Estará no primeiro caso, por exemplo e entre muitos outros de menor impacto, a contabilização de 14,991 milhões decorrentes do processo Rojo/Doyen ainda em contencioso nos tribunais e no segundo, os significativos encaixes com as vendas dos direitos económicos de João Mário (40 milhões de euros, mais cinco por objetivos) e Islam Slimani (30, mais cinco), assim como os mais de 15 milhões directos ou indirectos com o acesso do Sporting à Liga dos Campeões 2016/17.

Será claro todavia, que para todos constitua motivo de preocupação, o facto de os gastos totais terem disparado de 52,1 milhões em 2014/15 para 78,4 milhões em 2015/16, um significativo acréscimo de 26,38 milhões, embora a SAD alerte para que tal "não significará uma qualquer inversão na política de contenção de gastos, antes corresponda a uma aposta na maior dinâmica da actividade, tendo em vista posicioná-la, de forma permanente, entre as melhores equipas portuguesas, donde resulta naturalmente um substancial acréscimo dos encargos".



Tal incremento resulta fundamentalmente do acréscimo verificado na rubrica de gastos com pessoal, decorrente da decisão de "investir fortemente no reforço do plantel e equipa técnica, antecipando um período de oportunidade", mas determinante para um inusitado acréscimo de "visibilidade dos atletas do Sporting, consubstanciado nas alienações de direitos económicos ocorrida já em Agosto de 2016". Este gastos com o pessoal passaram de 20,548 milhões de euros para 39,945 e as remunerações da equipa técnica e jogadores cresceram de 18,524 para 37,165 milhões de euros.
Ainda segundo o comunicado enviado à CMVM, a Sporting SAD refere que a sociedade apresentava em 30 de Junho, capitais próprios negativos, devendo por tal facto os accionista deliberar em AG marcada para 30 de Setembro - julgo que por força das disposições legais -, entre 4 hipóteses:

a) - a dissolução da sociedade
b) - a redução do capital social
c) - a realização de entradas em dinheiro que mantenham pelo menos em dois terços a cobertura do capital social
d) - a adopção de medidas concretas tendentes a manter pelo menos em dois terços a cobertura do capital social


No mesmo comunicado a Sporting SAD garante que "ainda assim, é convicção do Conselho de Administração que o caminho traçado para a Sporting SAD, com linhas orientadoras já anteriormente anunciadas, sustentado e assente no projeto de reestruturação financeira já implementado e tendo em consideração os factos subsquentes constantes no presente relatório, permitirá à SAD criar valor, gerar lucros e sair da situação de perda de metade do capital em que se encontra."

Por tudo o que acabo de expor, torna-se claro, transparente e perfeitamente justificado para mim todo o teor do comunicado enviado pela Sporting SAD à CMVM  e merece a minha total aprovação.

Este será o único caminho para um Sporting campeão!...

Leoninamente,
Até à próxima

P.S. - Já depois de ter publicado este post, encontrei no blog O ARTISTA DO DIA, uma análise bem mais profunda e detalhada sobre o exercício de 2015/16, que recomendo vivamente a todos os sportinguistas que apreciam os "pormaiores"! (LINK)

Carvalho e Vieira nunca deram água a pitos no Inverno!...



BACTÉRIAS, VÍRUS E CONTAS

«Uma bactéria provocou forte hematoma no pé de Jonas, deixando-o fora do desafio de hoje (e talvez dos próximos); o ‘vírus FIFA’ (jogos das seleções) ‘infetou’ Mitroglou e Raul Jiménez. Num período de poucos dias Rui Vitória ‘só’ perdeu todos os seus homens do ataque, uma vez que Jovic já estava de baixa. Quais as probabilidades de uma coisa destas acontecer? Poucas. Muito poucas. E no entanto... O treinador reagiu ontem da única forma que podia: lamentou e seguiu em frente, dando a garantia possível e óbvia: entrará esta noite no relvado do Arouca com onze jogadores.

Diz-se que o azar de uns é a sorte de outros. Neste caso do Benfica, a sorte calhou ao jovem José Gomes que, aos 17 anos, pode estrear-se em partidas oficiais pela equipa principal. Não que isso lhe garanta, por si só, futuro risonho, mas permite-lhe desde já entrada direta para a história, porque só Hugo Leal e Chalana chegaram mais cedo a tal patamar. Ainda no primeiro ano de júnior, José Gomes já compete (4 jogos) e marca (1 golo) na equipa B. Rafa dispensava esta ‘sorte’. Com a qualidade que tem, entrar na convocatória e no onze (era) é coisa natural. Mesmo ao fim de dois treinos.

A SAD do Sporting acumulou prejuízo de 32 milhões de euros no exercício relativo à temporada 2015/16. É o reflexo natural de três acontecimentos: derrota em tribunal no diferendo com a Doyen (15 milhões), não participação na Champions (deixou de encaixar, pelo menos, 12 milhões), maior investimento na equipa de futebol (nomeadamente a contratação de Jesus, mais os aumentos salariais de vários jogadores). Por forma a não ter problemas com a UEFA em sede de fair play financeiro, os leões terão de conseguir um balanço positivo de pelo menos dois milhões, no conjunto dos dois próximos exercícios.»

Já dei três pancadas fortes e vibrantes com os nós dos dedos na minha mesa de trabalho, obviamente de madeira, com o pensamento na melhor academia do mundo. Nunca fui por natureza supersticioso, mas custa-me saber que tamanha onda de infortúnio grassa lá pelos "campus da Caixa". Para mim, a "verdade desportiva" é sagrada! Ah, já me ia esquecendo de acrescentar que o tampo da minha mesa de trabalho é de vidro e fiquei com os nós dos dedos a doer por um bom bocado, tamanha foi a força com que bati pela "verdade desportiva"! Boa sorte para amanhã Rui Derrotas: espero que entres com onze e o Arouca não saia com nove! A "verdade desportiva" é sagrada!...

Agora quanto aos 32 milhões de prejuízo da Sporting SAD, não aconteceu nada de que não estivesse à espera. A única coisa que me terá surpreendido, foi o facto de serem os leões os primeiros a informarem a CMVM mas, ironicamente, costuma-se dizer que candeia que vai à frente alumia dus vezes. Para os outros agora, já com a papinha feita, será mais fácil apresentarem os prejuízos deles!...

Será muito interessante apreciar agora a solidariedade leonina vista de camarote e fonte segura em dia de clube. Vou estar atento às bactérias e virus, que nós cá pela savana também os temos! E muitos! Talvez mais do que José Roquette alguma vez tenha pensado, para já não falar dos que lhe sucederam na dinastia do último estertor do "império dos croquetes"!...

De qualquer forma estou descansado com o futuro da leonina "performance"...

Carvalho e Vieira nunca deram água a pitos no Inverno!...

Leoninamente,
Até à próxima

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Será tudo uma questão de inteligência!...


PRODUÇÃO E VALORIZAÇÃO

«Jorge Jesus fala e o país futebolístico divide-se entre os que gostam dele e os que nem o podem ver. Era assim no Benfica. É assim no Sporting. Esse é o verdadeiro fenómeno: ninguém, no universo futebol, fica indiferente ao que diz, mas poucos aceitam reflectir de forma honesta sobre o pensamento que partilha.

Da entrevista que lhe fiz na passada semana, juntamente com o meu colega Alexandre Carvalho, retive duas ideias que sublinho aqui por correr-se o risco de as mesmas ficarem esquecidas devido ao ruído gerado no ‘day after’: o sucesso desportivo e financeiro de um clube português passa pela capacidade de produção, a qual é da total responsabilidade de treinadores e futebolistas; os jogadores têm de valorizar as camisolas em vez de serem valorizados pela grandeza do clube. Jesus confronta-nos com duas ideias que parecem simples, de tão óbvias. E são, realmente, óbvias. Mas então… porque nunca ouvimos líderes de clubes referirem-se a elas? Por pensarem que o sucesso na produção se deve mais à acção deles próprios? Por pensarem que deve ser a grandeza do clube a valorizar o jogador e não o contrário? 

O que diz Jesus sobre a questão da produção? Que se as escolhas forem bem feitas e melhor trabalhadas, esta aumenta e surge a valorização. E é por aqui que se inicia e prolonga o ciclo de sucesso desportivo e financeiro: a valorização faz crescer a capacidade financeira e com esta diminuem os riscos das escolhas no mercado. A questão da produção entronca directamente na que se prende com o valor dos jogadores: interessa pouco ter futebolistas que não aportam valorização e que só se valorizam porque vestem a camisola desse mesmo clube (daí as 14 dispensas que fez)? Nenhum treinador acerta todas as contratações por si patrocinadas, mas o importante é o balanço final: no caso dele, o resultado líquido entre custos e proveitos do Benfica nos 6 anos em que lá esteve; mais tarde, deverão ser feitas outras contas, quando terminar o ciclo Sporting. A valorização de jogadores é uma constante na carreira de Jesus. Desde o Felgueiras ao Sporting, passando por E. Amadora, V. Setúbal, U. Leiria, Belenenses, Sp. Braga e Benfica. Ele tem o crédito de saber do que fala. Mas se quiserem podem pensar que tem sido tudo simples coincidência.»
(José Ribeiro, Contas Feitas, in Record)


Com a classe, a categoria e a competência jornalística que lhe permitiram partilhar com Alexandre Carvalho uma das mais conseguidas e brilhantes entrevistas dos últimos anos no futebol português, José Ribeiro faz com esta crónica o favor de relembrar aos mais distraídos, as duas ideias mais importantes de todas as declarações de Jorge Jesus na mesma, a saber, produção e valorização, sendo exactamente este único caminho por onde se inicia, prolonga e consolida o sucesso desportivo e financeiro de qualquer clube.

Jorge Jesus protagonizou esse sucesso desportivo e financeiro no Benfica ao longo de um ciclo fabuloso de seis anos e acabou com um valente pontapé no cu, como medalha por ter tirado o clube da merda e catapultá-lo para o limiar de um novo ciclo hegemónico no futebol português, que o futuro dirá se será capaz de ultrapassar e consolidar, agora sem o mentor.

Ao fim do seu primeiro ano no Sporting, contribuiu decisivamente para as medalhas de ouro alcançadas por Portugal no "França 2016" e fez regressar o Sporting, finalmente, à primeira linha do futebol nacional, tanto em termos desportivos quanto económicos e financeiros.

Mas os "velhos do restelo" em Alvalade e os "dãmasos salcedes" do outro lado da rua, uns cegos e ciumentos e outros cegos e estúpidos, entendem passar os seus dias entoando cantigas de escárnio e mal dizer enquanto massajam com zurrapa de azeite os seus furunculosos e mal amanhados umbigos, verberando a "fortuna" que o Sporting, segundo La Gazzetta dello Sport, pagará ao 13º treinador com mais altos rendimentos em todo o mundo. Enquanto isso, para lá do Douro, o "velho d. bufas" lamentará não ter subido a parada para o dobro em vez de se remediar com as línguas de fogo fátuo do "espírito santo" à espera que Doyen faça milagres!... 

Será tudo uma questão de inteligência!...

Leoninamente,
Até à próxima

Quando se desafia a sorte, os deuses da fortuna revoltam-se e nem a fé nos salva!...


DESCER À TERRA

«Blerim Dzemaili, médio da seleção suíça, disse, antes do jogo de terça-feira, que não tinha medo de Portugal. Que, em França, "Portugal foi bafejado pela sorte". Irritante, não é? Porque é verdade. Viajei depois do Europeu. Mesmo onde não se liga peva a futebol toda agente sabe que fomos campeões. Mas onde se liga alguma coisa sabem como o conseguimos. As pessoas têm olhos na cara. Uma equipa não passa a ser excelente e um treinador não passa a ser brilhante quando ganha um Europeu. Ou é ou não é. E a verdade, por mais que ela doa, é que tivemos muita sorte em França. Sorte e humildade.

Posso estar a ser injusto, mas pareceu-me que Portugal acusou o toque e quis mostrar que os suíços não tinham razão. Que a equipa joga mesmo bem e bonito. Apesar dos bons primeiros 20 minutos, não joga. Portugal não teve apenas sorte em França. Sabia da sua fraqueza e jogou tendo sempre em conta as suas limitações. Na Suíça, Portugal esqueceu-se disso. Imaginou que Éder era um marcador, que Fernando Santos era um grande treinador e que tinha uma grande equipa. Correu mal. Porque Éder continua a ser o mesmo Éder de antes de Paris, Fernando Santos continua a não ser fora de série e nós fomos campeões da Europa mas não somos os melhores da Europa. E o mérito está em termos sido campeões sem sermos os melhores. Desde que não nos esqueçamos como o fizemos. Se nos esquecermos, outras equipas pragmáticas se encarregarão de nos recordar. Bastou ouvir os comentários de Fernando Santos, no final do jogo, para perceber o que aconteceu: parecia um treinador de uma equipa derrotada por Portugal no Europeu. Não é que a camisola de campeão não seja nossa por direito. Só temos de nos lembrar que nos está um pouco larga.»
(Daniel Oliveira, Verde na Bola, in Record)

Obviamente que, como Daniel Oliveira, qualquer analista sério e isento chegará facilmente às concusões deste "rei vai nu" que a sua crónica encerra, nomeadamente a conclusão final de que a "camisola de campeão europeu nos estará um pouco larga"!...

E o descoroçoante insucesso perante a Suiça terá ficado a dever-se, mais do que à flagrante, endémica, tradicional e identitária perda da humildade  que esteve na base do êxito e  fez campeões europeus os nossos jogadores, ao regresso de Fernando Santos às más práticas que por pouco não o afastaram, durante a paupérrima fase de grupos, dos oitavos de final da competição. O seleccionador nacional parece ter esquecido com a medalha de comendador, todos os ensinamentos que trouxe de França.

Fernando Santos em terras helvéticas mais pareceu um pagador de promessas: ao dar a titularidade a Éder em prejuízo de uma jovem promessa motivada e galvanizada por um arranque fulgurante de época em forma fabulosa; ao pretender recuperar o nosso maior flop de França, João Moutinho; ao ceder à tentação de contribuir ao "lancinante" apelo para que Bernardo Silva rapidamente vista de branco; ao permitir que num colectivo coeso e solidário se instalasse o virus da suspeita, da ingratidão e, consequentemente, de toda uma motivação que em França nos havia conduzido à medalha de ouro!...

Em resumo, Fernando Santos esqueceu França, voltou a ceder aos "lobbies", não foi capaz de preservar a unidade e solidariedade graníticas que havia conseguido construir no europeu  e voltou a não saber resistir a uma  antes provada, eterna e porventura narcísica tentação de inventar, num pouco inteligente e absolutamente escusado processo de auto-afirmação.

Vencer, vencer e vencer, proclamou! E os outros, nomeadamente os suíços, estarão dispostos a aceitar perder, perder e perder, agora que tomaram as rédeas da qualificação?!...

Quando se desafia a sorte, os deuses da fortuna revoltam-se e nem a fé nos salva!...

Leoninamente,
Até à próxima

A começar com incontornável vitória sobre o Moreirense!...


«Esta época não podemos deixar fugir o título!...»

Muito para além de todas as palavras de circunstância que a cada um caberá interpretar e valorizar à sua maneira, esta terá sido a frase mais marcante da entrevista que João Pereira concedeu à SportingTV, a propósito do próximo jogo em Alvalade, na recepção ao Moreirense!

Pouco ou mesmo nada adiantaremos se perdermos tempo a olhar para os erros próprios cometidos na época passada, para além de argumentos suficientes para jamais os voltarmos a repetir.

Do mesmo modo cometeremos imperdoável erro se projectarmos o futuro na convicção de que, estando reunidas condições necessárias e sufucientes para alcançarmos o desejado êxito em todas as provas em que estaremos inseridos, presumindo que tal representaria a redentora esponja que limparia o passado, quando nada nem ninguém conseguirá mudar, tanto aquilo que já deixámos para trás, quanto tentar alargar horizontes de vitória ao ponto de dissipar o nevoeiro em que nos deixámos envolver no passado.

Sem alguma vez abdicar do esforço, da dedicação e da devoção que nos poderão conduzir ao sempiterno e irreprimível desejo de glória que nos assiste há bem mais de um século,  em tantas competições quantas as que nos couberem disputar, a presente temporada exige ao Sporting um desígnio maior que não poderá ser trocado, afectado, prejudicado, beliscado sequer, por outros que, paralelamente, nos possam ser colocados: ser campeão nacional na prova maior do futebol português!...

Eventuais vitórias na Taça da Liga e Taça de Portugal e uma também eventual superação da fase de grupos da Champions League, por muita alegria e satisfação que possam oferecer ao fantástico universo leonino, nunca deverão constituir mais do que meros instrumentos catalizadores e galvanizadores para que seja alcançado nesta época fundamental e decisiva, o supremo desígnio de todo o sportinguista: SER CAMPEÃO!...

Nesta condição, nenhum outro desfecho que não seja vencer, poderá alguma vez ser perspectivado por qualquer dos mais de 3,5 milhões de sportinguistas, nas 31 jornadas que ainda nos separam desse avassalador desígnio...

A começar com incontornável vitória sobre o Moreirense!...

Leoninamente,
Até à próxima

A enorme vantagem de ser lambe-botas!...


A ENORME VANTAGEM DE VIEIRA

«Luís Filipe Vieira admitiu que a conquista do tetracampeonato é o grande objetivo do Benfica, mas todas as respostas e os argumentos utilizados na entrevista à TVI são próprios de um presidente que nesta fase do seu trajeto não se sente pressionado pelos resultados desportivos. Ou seja, o tetra é um objetivo, mas não um caso de vida ou de morte. Nem nada que se pareça. Vieira sabe que a grandeza e a história do Benfica exigem vitórias. É assim em todos os grandes clubes. Por isso é que a seca de títulos que se vive no Dragão e, sobretudo, em Alvalade começam a ser angustiantes, em diferentes medidas, para os rivais das águias.

É indiscutível que Vieira aprendeu muito nos últimos anos e é hoje um presidente muito mais bem preparado. A performance televisiva de ontem, por exemplo, seria impensável há uns anos. O presidente dos encarnados sente-se cada mais confortável na pele de entrevistado também porque passou a ter um domínio dos dossiês que antes não tinha. A mensagem mais forte que fica da passagem de Luís Filipe Vieira pelo estúdio da TVI é a que aponta aos próximos anos – já para lá da reeleição tranquila que acontecerá em breve. Há uma visão de futuro muito vincada no pensamento atual do líder do Benfica, que se nota especialmente em dois aspetos. Quando se mostra preocupado com a sustentabilidade do próprio negócio do futebol e também quando confessa a obsessão pelo sucesso do Seixal. Aí, sim, parece um caso de vida ou de morte.

A formação e o planeamento foram os temas que trouxeram Jesus para a conversa. "O meu treinador é Rui Vitória e é o campeão. Jesus faz parte da história e ninguém lhe retira o mérito, mas não serve para este Benfica. Com ele era impossível trabalhar a três ou quatro anos." Desta vez, sim, o assunto ficou arrumado.»
(Nuno Farinha, Entrada em Campo, in Record)


Mais palavras para quê?! É um artista tipicamente "tuga", jornaleiro por engano, lampião de profissão a trabalhar à rédea solta sem açaime ou rede e com uma vantagem sobre toda a concorrência...

A enorme vantagem de ser lambe-botas!...

Leoninamente,
Até à próxima