sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Quixotes?! Não, pixotes!...


MERCADO NÃO GANHA CAMPEONATOS

«O Sporting é visto dias após o encerramento do mercado como o grande vencedor interno em vendas e contratações. Foi o clube que conseguiu maior encaixe e o que mais contratou, gastando pouco menos do que o Porto mas menos de metade do Benfica. E isto apesar de ter comprado o mais caro da história do clube: Bas Dost. Mas devem SAD e adeptos festejar?

Por um lado sim, porque em termos financeiros a estrutura comandada por Bruno de Carvalho conseguiu resultados nunca vistos. As duas maiores vendas da história no mesmo defeso e a forma decidida como atacou os reforços são motivo de orgulho. Mas os proveitos financeiros, quer sejam entregues à banca ou não, esses sim, são excelente notícia para um clube que andava há pouco pelas ruas da amargura.

No reverso da medalha, não. Isto porque o mercado não ganha campeonatos. É óbvio que parece saltar à vista que Bruno e Jesus tentaram tornar a equipa tão forte quanto o possível. Mas não há milagres. E suceder a Slimani e João Mário não é fácil.

Slimani era peça-chave no ataque do Sporting. E Teo, parecendo que não, também muito golo importante marcou. Agora JJ terá de montar uma nova dupla ganhadora. E perceber qual o melhor encaixe entre André, Alan Ruiz, Campbell, Bas Dost, Castaignos e Markovic. Até porque muitos deles poderão depois ser deslocados para suprir o homem que dava o perfume extra ao futebol leonino: João Mário.

No fundo, é importante reconhecer que o Sporting soube vender pouco e bem. Depois foi à procura de soluções capazes de garantirem qualidade a Jesus. O trabalho de Bruno de Carvalho está feito. Agora é a vez de JJ entrar em cena. Sem Rafa, um craque feito que mais de 16 milhões levaram para a Luz, mas com muitas caras novas. Não será fácil. Mas se fosse não era para ele.»
(Bernardo Ribeiro, Entrada em Campo, in Record)


Parece que Bernardo Ribeiro regressou dos banhos em forma! Ainda bem e que esse tempo não tenha sido apenas de descanso, mas que tenha permitido uma serena e profícua reflexão sobre o seu papel no seu jornal e no jornalismo português. Porque já cansa assistir a tanto jornalista armado em papel de embrulho de presentes para cores diferentes da cor do nosso papel. Chiça, é tempo de copiarmos os outros e não andarmos por aí armados em bons samaritanos, enquanto deixamos em paz as trafulhices dos vendilhões do templo!...

Eu tenho pena e lamento a existência de jornalistas a quem costuno chamar de... azeitonas! Porque se verde foi o seu nascimento, porque se vestem de luto ou mesmo  coram como moçoilas virgens perante o primeiro assédio?! O que terá a ver a ética e a isenção com a natural expressão dos nossos afectos?! Porque terão de ser as azeitonas a corar como raparigas tímidas em vez de exibirem orgulhosamente aquilo que deu fama às de Elvas? Os outros comem os figos e nós permitimos que nos rebentem os beiços?!...

Quixotes?! Não, pixotes!...

Leoninamente,
Até à próxima

Bruno de Carvalho está a mudar o Sporting!...


BRUNO E JESUS MUDARAM O SPORTING

«Causou impacto a forma como o Sporting se movimentou no mercado. Não foram apenas as vendas de Slimani e João Mário, que produziram receitas destinadas a pagar passivo bancário e a reorganizar melhor as contas e, também, a fazer uma nova ponderação relativamente a reinvestimentos para a sua principal equipa de futebol; foi também a forma como os ‘leões’ chegaram a jogadores altamente improváveis, como Campbell, Markovic ou mesmo Elias. E foi também o ‘braço de ferro’ travado por causa de Adrien e as apostas em jogadores que, não sendo de primeira linha, são alternativas interessantes aos agora ‘titulares’, considerando uma temporada longa e exigente, no plano nacional e no espaço europeu (Champions e, eventualmente, Liga Europa).

Muita coisa mudou desde que Bruno de Carvalho chegou ao Sporting.
Muita coisa mudou, igualmente, desde que Jorge Jesus chegou a Alvalade.

Não há comparação. O Sporting tinha-se transformado num clube amorfo, muito dependente de forças externas que ali chegaram a construir um recreio para se divertirem, e, por isso, também subserviente. Bruno de Carvalho estava à espreita, como sportinguista militante, sportinguista de base com aspirações presidenciais e gizou um plano para chegar às cúpulas. Esse foi o seu primeiro momento de sucesso. Desbancar (também com a banca e com a importante ajuda da Holdimo) uma ‘cortina de seda’, atrás da qual se escondiam os actores de uma certa linha menos futeboleira, chamemos-lhe assim, incapaz de encontrar o rumo certo para um clube que, mesmo não perdendo representatividade, estava a perder pujança e fulgor e, com isso, a distanciar-se de uma posição cimeira no futebol português.

Bruno de Carvalho ainda não tem 4 anos de presidente do Sporting. É jovem e é um jovem presidente. Desde logo, espetou as garras. Não se trata apenas de um estilo. A idiossincrasia vale muito, claro, mas nesse ‘rugido’ houve muito de estratégia. Bruno de Carvalho quis fazer-se notar, não apenas por mera sede de protagonismo, não apenas porque gosta de notoriedade, mas também, repito, por questões estratégicas. Ele sabia que, mesmo sendo às vezes impopular, excessivo, essa seria a única maneira de fazer passar a mensagem segundo a qual o Sporting não estava condenado a fazer figura de figurante e não aceitava mais ser o segundo ou terceiro ‘grande’ de Portugal. Cometeu muitos erros e excessos, mas é — com o importante desbloqueio de Álvaro Sobrinho, ainda no tempo de Godinho Lopes — o grande obreiro do ‘leão activo’.

Na sua (dele) concepção, era o tempo de cometer excessos, ser criticado por isso e, se possível, persistir e resistir. Arrumou a casa, fez um esforço para equilibrar as contas, contratou treinadores que, à altura da contratação, eram mais do que promessas do futebol nacional (Leonardo Jardim e Marco Silva) e, numa altura sensível de avaliação do seu desempenho presidencial, teve um ‘golpe de mestre’ e investiu na aquisição de um treinador que ele sabia ser capaz de transportar para dentro do terreno toda a ambição plasmada no projecto: Jorge Jesus.

O Sporting tinha finalmente um presidente activo em todas as frentes, ainda incompleto mas disposto a ir à luta num futebol dominado por outras forças e influências, e um treinador capaz de aumentar o rendimento dos jogadores — a especialidade de Jorge Jesus. A época passada não foi a expressão máxima dessa conjugação de esforços (porque não chegou para o título) mas esteve perto disso. A equipa passou a jogar mais e melhor, os jogadores a mostrarem outro rendimento (Slimani, Adrien e João Mário são evidentes casos disso) e Alvalade passou a registar um ambiente completamente diferente.

O Sporting perdeu, neste fecho de mercado, o seu jogador mais decisivo: Slimani. O mais difícil de substituir. Um ponta-de-lança como Slimani deveria ter outra cotação de mercado e, aqui, no meio de tanta (e quase sempre desajustada) inflacção entram outros factores. O Leicester comprou barato e veremos como o Sporting se comporta neste processo de "desslimanização" do seu ataque. A verdade é que fez um esforço de compensação com Bas Dost, Castagnos e André — e ainda garantiu o concurso de Campbell e Markovic. Há muito tempo que não se via o Sporting tão ‘em campo’ e a forma como Bruno de Carvalho geriu o ‘dossiê Adrien’ demonstra firmeza e ideias bem definidas.

Bruno de Carvalho e Jorge Jesus não podem estar sempre de acordo, mas — mesmo na divergência — constituem uma equipa forte. O tempo, as conjunturas e as realidades desgastam as relações, mas um e outro sabem que, depois de uma temporada quase fantástica, esta é a época em que ambos podem ficar na história. O Sporting, internamente, ainda se debate, mas, no exterior, começa a fazer-se respeitar. A capitalização desse salto qualitativo e quantitativo é um jogo de paciência e o plantel, neste momento, pode ser gerido para ter sucesso em várias frentes. 

Não tenho dividas de que Jorge Jesus vai saber colocar a ‘nova equipa’ a jogar. Em quanto tempo?...»
(Rui Santos, Pressão Alta, in Record)

Como sportinguista desde que me conheço e com opinião formada, convicta e crítica q.b. sobre a personalidade de Bruno de Carvalho, a quem por duas vezes entreguei a responsabilidade e a força dos quatro votos que os estatutos determinam à minha condição de associado desde 1993, não fecho os olhos à realidade que constitui uma significativa franja de sportinguistas não se rever na figura do actual presidente.

Esta crónica de Rui Santos deveria constituir motivo de profunda reflexão de quantos, por motivos que só dirão respeito a cada um, pretenderão fazer a demonstração do seu amor ao clube declarando ódio incontrolado a Bruno de Carvalho.

Não sei se o que vou dizer estará certo ou errado, pelo menos considerando a opinião de uma parte que presumo significativa do universo leonino, mas pouco me importará sabê-lo. É o que sinto e quem no seu legítimo direito discordar de mim jamais será capaz de o impedir ou modificar a minha opinião: Bruno de Carvalho, ao longo dos quase três anos e meio de mandato, nunca cometeu um "crime de lesa-Sporting" que alguma vez se tenha aproximado daquele cometido por Adrien Silva ainda não há muitos dias! E no entanto, penso que a esmagadora maioria dos sportinguistas já se preparou ou irá a caminho disso, para relevar o seu "grave erro" e voltar a aplaudi-lo no estádio José Alvalade como Capitão do Sporting! Apenas porque sente que ele merece!...

Ora se os adeptos do Sporting são capazes de evidenciar tamanha magnanimidade, como se compreenderá algum dia o ódio visceral que vejo descarregado em alguns blogs ditos sportinguistas sobre Bruno de Carvalho?!...

Todos temos defeitos e cometemos erros! Que venha o primeiro com a coragem de atirar a primeira pedra. Por isso não me peçam para comprrender os sentimentos hediondos que vejo por aí declarados a Bruno de Carvalho, por parte de gente que se afirma sportinguista...

E volto ao princípio, para aplaudir a excelente crónica - não confundir com bajulador, alguém que já criticou vários dos seus momentos menos bons! - de Rui Santos, que julgo importantíssimo motivo de reflexão para muitos sportinguistas.

Com as sua virtudes e defeitos, Bruno de Carvalho é o que é! Como qualquer de nós! Mas...

Estará a conseguir o que a quase totalidade da nação leonina julgava impossível: MUDAR O SPORTING!...

Leoninamente,
Até à próxima

Abençoadas dores de cabeça de Jorge Jesus!...



Com esta capa que o Record hoje exibe, a conclusão fácil que poderá ser retirada é que António Magalhães já tenha regressado dos banhos. É que com patrão fora sempre foi dia santo na loja e andaria por ali demasiado farelo a emperrar o expediente. Claro que para a notícia do dia aparecer na capa algo teve que mudar naquela redacção e só pode ter sido o regresso do patrão, talvez já retemperado do esforço directivo de um ano e agora disposto a colocar em definitivo ordem na casa. 

Ordem na casa parece também ser a palavra do dia em Alvalade. A "escorregadela" de Adrien Silva e dos seus "dependentes"  era imperioso que fosse desmistificada e a reparação da grosseira injustiça que vinha atazanando o juízo de William Carvalho só pecará por tardia.

Com o mercado fechado parece reinar agora a calma em todo o país, embora para lá do Douro o estardalhaço da saída do Antero já tenha sido aproveitado pelo "farelo" para corrigir a alça para um alvo diferente, já que na conjuntura actual e depois das derrotas que o mercado impôs às suas cores, importará desviar as atenções das notícias que chegam do Paraguai, não vá a PGR lembrar-se de começar a puxar pela ponta da meada!...

Entrou bem este Setembro, depois de um Agosto tórrido a bater recordes que já vinham de 1931. Agora será hora de preparar a "rentré". Dentro de pouco mais de uma semana é o jogo mais importante, na recepção ao Moreirense. E depois, bem depois virá a  estreia difícil em Madrid na "Champions"!...

Abençoadas dores de cabeça de Jorge Jesus!...

Leoninamente,
Até à próxima

Há dinheiro, jogadores e treinador para fazer o pleno!...


MATRAQUILHOS E MONOPÓLIO


«O Sporting vendeu Slimani, um jogador que lhe custou 300 mil, por 30 milhões mais cinco mediante objectivos. Chegou a acordo com o milionário saudita Abou Khaled Gheram, que detinha 20 por cento do jogador mas que acabou por aceitar apenas quatro milhões. E vendeu João Mário por 40 milhões mais cinco por objectivos. Metade pago já, a outra metade na próxima temporada. A melhor venda de sempre do clube e de um português a jogar em Portugal. A segunda melhor ex aequo na história do país. Rejeitou a venda de William e de Adrien. Já não vende em desespero e por isso vende melhor. No total, são 75,7 milhões, um Verão nunca visto em Alvalade, sem deixar o plantel depauperado. Até teve o brinde do Markovic por um ano. Correu tudo tão bom que para tirar brilho à coisa se inventou que metade do dinheiro ia para os bancos. Mesmo que fosse verdade, abater dívida é ganho. Mas são 20% das vendas acima de oito milhões que têm de ser entregues em Julho de 2017.

Houve um tempo em que os adeptos apenas queriam saber da falta que cada jogador fazia e se jogava bem ou mal. Os jogadores jogavam, nós víamos os jogos e os dirigentes geriam os negócios. Hoje os adeptos pegam na calculadora, fazem as contas ao investimento e ao retorno, às dívidas à banca e às percentagens de outros. Mesmo para nós, adeptos sem cheta, os jogadores são "activos". Houve um tempo em que quem gostava de futebol gostava de matraquilhos. Hoje tem de gostar de Monopólio. É por isso que, apesar de o Sporting ainda não ter sido campeão, Bruno de Carvalho é tão popular no clube. No Monopólio, é muito melhor do que os antigos gestores bancários que o clube teve como presidentes e que quase levaram o clube para um buraco sem fundo. Só falta ganhar nos matraquilhos. Tem dinheiro, jogadores e treinador para isso.»
(Daniel Oliveira, Verde na Bola, in Record)


As férias de Daniel Oliveira provocaram em mim uma delicada saudade da ler as suas crónicas. Soube-me bem hoje voltar a ter o privilégio de ler o seu "Verde na Bola", para mais num momento de grande galvanização da família sportinguista.

Como seria de esperar, no seu habitual estilo, desmonta o tabu em que a generalidade da CS vem insistindo lampionicamente, de que metade das vendas dos passes de João Mário e Slimani terá que ir, obrigatoria e imediatamente, para à banca.

E quanto aos jogos de matraquilhos e monopólio, uma verdadeira delícia. No monopólio pregámos um impensável capote à concorrência. Já nos matraquilhos, obviamente que estou de acordo com ele...

Há dinheiro, jogadores e treinador para fazer o pleno!...

Leoninamente,
Até à próxima

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Adrien Silva deve continuar a orgulhar-se de ser Capitão do Sporting!...



Aqui do meu canto elevei a minha voz para afirmar com toda a frontalidade, o meu profundo lamento perante a atitude de Adrien Silva. Mas é profunda a minha convicção de que hoje esse infeliz comportamento não se repetiria...

Todos cometemos erros ao longo da jornada que a cada um de nós cabe percorrer. Tropeçamos, caímos e depois, com mais ou menos esforço, levantamo-nos e prosseguimos, lambendo feridas e... aprendendo, numa luta a sós com a nossa consciência. Esse será o castigo mais duro com que Adrien Silva se verá confrontado e que, a meu ver, deverá ser mais do que suficiente para que se torne um homem melhor...

Claro que neste caso como em milhares de outros do nosso quotidiano, de cada cabeça é costume vir uma sentença e do deslize de Adrien Silva, num ápice, toda uma CS flagrante e maioritariamente desafecta ao Sporting e, por estranho que pareça, com alguns estranhos rugidos de leão à mistura, erguessem em uníssono a sua voz apelando a um outro castigo suplementar para o irreflectido capitão leonino: é preciso retirar a braçadeira ao prevaricador!...

Mal andará o Sporting, nas pessoas dos seus dirigentes e técnicos, se porventura cairem na pequenez de  seguirem o canto mavioso das sereias de uma comunicação social que há longos anos desceu aos últimos degraus do inferno tenebroso da falta de ética e do desrespeito pelos mais elementares princípios e valores deontológicos.

O Sporting Clube de Portugal é uma instituição centenária que desde a sua fundação sempre pautou o seu comportamento por um ímpar respeito por valores supremos do humanismo e das conquistas civilizacionais. E não seria agora que iria negar todo um passado de altruismo e elevação!...

De luvas brancas e do alto da sua grandeza, o Sporting só pode ser magnânimo para com o seu atleta...

Adrien Silva deve continuar a orgulhar-se de ser Capitão do Sporting!...

Leoninamente,
Até à próxima

Só eu, admirador confesso de Adrien, saberei quanto o lamento!...



Ainda a propósito do que a generalidade dos adeptos sportinguistas certamente terá entendido sobre a recente "mea culpa" com que Adrien Silva julgou poder apagar a nódoa que a sua quiçá inclassificável superficialidade permitiu que dias antes lhe sujasse de forma indelével o seu bonito trajecto no Sporting, lembrei-me da curiosa analogia que poderá ser estabelecida entre uma das passagens mais importantes da Epístola de Paulo aos Gálatas e o objecto do pérfido ataque de quem eliminou a gratidão do seu léxico.

Terá dito então Paulo aos Gálatas: "Não vos enganeis, de Deus não se zomba, pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará"!...

Ora, sem que a minha agnosticidade pretenda colocar em plano de igualdade o deus dos cristãos e qualquer outra entidade, julgo que as palavras de Paulo conterão em si um ensinamento de tal modo profundo que nenhum homem o deverá desprezar em qualquer relação que possa ter com o seu semelhante.

Ora em meu entender, Adrien Silva zombou de quem ao longo de mais de uma década constituiu o farol da sua vida. E zombou da forma mais torpe, indigna e carregada de má fé, que poderia ter escolhido. Semeou ventos sem cuidar de reflectir que poderia vir a correr o risco de "ceifar" tempestades.

Em busca da "arma do crime" perpetrado por Adrien, o melhor que consegui encontrar encabeça este texto: se não foi exactamente esta a sofisticada arma que terá utilizado, distante não estará, a avaliar pelas consequências! De facto, Adrien terá visto o "tiro sair pela culatra"!...

Só eu,  seu admirador confesso, saberei quanto o lamento!...

Leoninamente,
Até à próxima

E agora Jorge Jesus, como vai ser?!...



E agora Jorge Jesus, como vai ser?!... O que vais fazer depois da pavorosa aula de "scouting" que acabaste de dar, possibilitando ao mesmo tempo a afirmação internacional de uma poderosa e competente equipa negociadora liderada pelo "mal amado" Bruno de Carvalho?! Que volta vais dar às inevitáveis "dores de cabeça" que acabaste por arranjar?!...





É que com a reluzente e sofisticada "guitarra" que te colocaram nas mãos, terias de descobrir a "ultima 'coca-cola' das tácticas", para convenceres os adeptos sportinguistas de que é mentira apenas te restarem duas alternativas: seres campeão, venceres as taças e brilhares na Europa, ou...

Seres campeão, venceres as taças e brilhares na Europa!...

Leoninamente,
Até à próxima

O "farelo" é esperto! Porém, nunca será "farinha"!...


LEÃO EM GRANDE NO MERCADO

«Ainda estava uma "bomba" reservada para o último dia do mercado. Record revelou a 13 de Julho (!) o interesse do Sporting em Markovic e ontem foi oficializado o empréstimo do sérvio ao Sporting. O ex-jogador do Benfica foi o 12.º reforço dos leões esta temporada (o 6.º na última semana), mas acabaria por não ser… o último. Havia ainda mais uma "bomba" guardada para o final da noite.

Adrien, que chegou a estar com um pé e meio no Leicester, afinal voltou atrás e acabou mesmo por ficar – depois de uma novela que durou intensas 48 horas. A inversão de marcha do capitão só pode ser uma boa notícia para os adeptos do Sporting, mas há questões a ultrapassar que resultam das palavras (duras) do empresário e do próprio pai do jogador. Nada que não se resolva com uma boa conversa. Se Elias disse o que disse, foi empurrado de Alvalade num processo litigioso e regressou ontem ao clube, porque não haveria o capitão de voltar?

O Sporting esteve de tal forma activo que acabou por alterar a hierarquia há muitos anos estabelecida. O leão saltou para o topo do ranking: foi quem mais jogadores comprou, investiu aproximadamente o mesmo do que o Benfica no plantel para 2016/17 e até é provável que passe a ser o clube português com massa salarial mais elevada. Mas isso é assunto que só os relatórios e contas ajudarão a perceber.

A verdade é que Bruno de Carvalho esteve à altura dos acontecimentos, mostrou nervos de aço e fechou negócios fabulosos. Vendeu por preços que o Sporting nunca tinha vendido (nem parecido), contratou 4 ou 5 jogadores de nível elevado, conseguiu empréstimos de clubes top em Inglaterra (Arsenal e Liverpool) e ainda encontrou soluções de última hora para colocar diversos excendentários. Como se não bastasse, "livrou-se" de um erro de casting chamado Labyad. Perfeito.»
(Nuno Farinha, Entrada em Campo, in Record)


Esta talvez fosse a crónica que António Magalhães ou Bernardo Ribeiro gostassem de ter escrito! Mas quem manda pode e o "farelo" acabou por impôr a publicação de um texto que seria natural vir de um jornalista ligado pelos afectos ao Sporting. Será o reflexo do absurdo que há muito reina no jornal Record: aparecerem de quando em vez esmolas enormes para o pobre desconfiar!...

Mas o pobre pode ser pobre, mas não é néscio ao ponto de se deixar embalar pela "canção do bandido", por mais verdades que contenha!...

O "farelo" é esperto! Porém, nunca será "farinha"!...

Leoninamente,
Até à próxima

O Sporting foi o grande triunfador da janela de mercado que ontem encerrou! Ponto final!...


UM SPORTING MAIS FORTE

«Há pelo menos meia dúzia de anos que se ouve a mesma lengalenga: O mercado não pode estar aberto até ao final de Agosto, é um transtorno para definir as equipas, não há sossego para os treinadores, alguns jogadores renegados sofrem horrores, a outros sai ou a sorte grande ou pelo menos um bom prémio. Mas não adianta tanto esbracejar, as coisas são o que são e não vão mudar. No negócio do futebol esta componente de entradas e saídas, o dinheiro movimentado com a meta à vista – tal como sucederá embora em menor escala no chamado mercado de Inverno – é parte da coreografia destes tempos. Há demasiados interesses e demasiados interessados em manter a situação. É certo que poderia haver o bom senso de não deixar tudo para o fim, por exemplo o processo administrativo, se nele incluirmos exames médicos aos jogadores, está no domínio do ridículo e, no momento em que escrevo, não estamos livres de situações risíveis como as que aconteceram o ano passado com o Real Madrid e David de Gea. Lembra-se, caro leitor? 

Este é o quadro geral. No panorama português o clube do ano, nas entradas e saídas com impacto, é o Sporting e esse é um dado novo. Não estamos a falar de um tempo recente em que, sem vender ninguém, logo sem gerar receita, todos os anos entrava um grupo significativo de jogadores em Alvalade. O facto significa que o clube mudou de patamar e está nesta fase onde nas temporadas anteriores estiveram Porto e Benfica, que tendo colocado vários jogadores foram incapazes de fazer qualquer grande negócio, facto especialmente penalizador no caso do Benfica.

Esta época o Sporting perde dois dos seus cinco jogadores nucleares – João Mário e Slimani (ficam Adrien, Patrício e William). Mesmo que Adrien saísse, e até ao fim da noite parecia que Leicester era o destino, o Sporting estaria sempre forte. Com o capitão fica mesmo muito forte. As chegadas do talentoso, embora instável, Markovic, do brasileiro Elias, a besta negra no arranque do mandato de Bruno de Carvalho, mas muito bom jogador, a ascensão de Gelson e as várias soluções para o ataque com destaque para Bas Dost e Joel Campbell vão permitir a Jorge Jesus armar uma equipa consistente e capaz de lutar pelos títulos internos. A Europa é sempre outro tema. 

Levará algum tempo, esse é o risco, mas também neste caso o treinador seguiu a sua cartilha: a maioria dos reforços são jogadores feitos, tarimbados em ligas competitivas e que Jesus segue há anos. Apesar do padrão JJ não será justo acusá-lo de ter remetido a formação a um estatuto de irrelevância – afinal com ele chegaram à equipa Rúben Semedo e agora Gelson Martins – mesmo que custe ver um talento como Iuri Medeiros e outro como Podence longe de casa trocados, nalguns casos, por jogadores que não é garantido que acrescentem ao plantel.

Portugal em festa e a sério

Com a sorte que Deus lhe deu, Fernando Santos e os jogadores campeões da europeus têm esta noite um encontro de celebração com a modesta equipa de Gibraltar e não um jogo a sério na qualificação para o Mundial da Rússia. Ainda bem porque é impossível, mesmo que todos digam, incluindo o seleccionador, que a agitação no mercado não sobressaltou, a equipa e em especial Rafa e Adrien. Só pode ter sobressaltado. Na Suíça as cabeças estarão limpas e Portugal, mesmo sem Ronaldo, entra como favorito contra um adversário que sendo uma equipa média torna-se dura quando joga em casa. Há outro ponto que merece reflexão e sobre o qual o discurso oficial é apenas isso. Claro que o panorama mudou. Portugal é agora o adversário a abater, ganhou estatuto. Não vale a pena dizer que está tudo como estava. Fernando Santos sabe-o bem. 

Benfica

O Benfica é o grande perdedor do mercado, não pelas compras que fez, mas pelas vendas que não concretizou. Os jogadores colocados, como Carcela ou mesmo Talisca, não renderam dinheiro que se visse. Salvio foi uma miragem, Carrillo era uma carta que só seria jogada numa situação altamente favorável. Neste contexto até Rafa – e no momento que escrevo as informações de que disponho é que ele é, enfim, do Benfica – pode ser um jogador a mais. Não pelo talento, claro, mas tendo em conta as várias alternativas. 

Porto

O Porto precisava de se reforçar e fê-lo cirurgicamente. Ao plantel faltam soluções alternativas – Mangala teria sido excelente, Brahimi não ter saído também pode vir a significar um reforço de alto calibre se todos estiverem de acordo. O clube precisava de uma base e essa base está encontrada. O que Nuno Espírito Santo fez em dois meses, incluindo o que teve que desfazer, merece nota elevada. O mercado talvez esteja mais favorável em Dezembro.»
(Nuno Santos, Ângulo Inverso, in Record)

Quem gostar da grónica de Nuno Santos, releia e volte a reler. Quem não gostar, que ponha na borda do prato! Por mim, gostei e muito! Talvez porque subscrevo inteiramente o pensamento expresso pelo autor.

O Sporting foi o grande triunfador da janela de mercado que ontem encerrou! Ponto final!...

Leoninamente,
Até à próxima

Mais fortes ainda e a sorrir com as preocupações alheias!...


Uff! Até que enfim" Estou cansado, saturado, com a cabeça em água e farto de todo este folclore!...

Em Janeiro voltaremos a ter mais do mesmo! Mas fica a consolação de até lá voltarmos a ter futebol, no fundo aquilo de que mais gostamos!...

Nunca esperei chegar a Setembro com a satisfação que me enche o peito e a alma neste momento. Não por este ou aquele jogador que saiu ou entrou. Mas porque senti que no meio do pântano futebolístico com que desgraçadamente nos obrigam a conviver dentro de portas, o prestígio do Sporting Clube de Portugal saiu justamente ampliado e reforçado enquanto outros berram, berram e ninguém os ouve por essa Europa fora!...

Falou-se mais do Sporting por essa Europa fora, que de todos os restantes clubes cá do burgo juntos! Bastará que cada um de nós deixe de estar agarrado à pasquinada que por cá se publica e que ocupa três quartos do seu espaço a falar do mesmo e a toda a hora e parta para uma análise mais séria da informação veiculada por essa Europa fora para o concluir!

Toda a Europa sabe qual foi a base do espectacular êxito da nossa selecção em França. Toda a gente sabe que o Sporting Clube de Portugal produziu 10 dos 14 jogadores que pisaram os relvados de França e se sagraram campeões europeus. Daí o verdadeiro "assalto" de que Alvalade foi "vítima" enquanto de outros ninguém na Europa falava...

Paralelamente, o Sporting passou a ser hoje reconhecido como negociador difícil, quase implacável, mesmo que desalinhado com poderosos agentes de negócios obscuros a quem este defeso deixou sérios amargos de boca e os bolsos menos repletos. Ao ponto de o prestígio granjeado pelos "leões de Portugal" passar a determinar nos grandes clubes europeus um inconfundível desejo de bom relacionamento com Alvalade, traduzido na chegada de dois "impossíveis" por empréstimo. Eles pensam e pensam bem: nunca se sabe o dia de amanhã e é preciso semear para colher, de preferência em bom alfobre!...

Por fim, e por via de tudo o que para trás deixei expresso, que dizer do sucesso financeiro leonino nesta abertura de mercado?! Uma calamidade inesperada para quem se habituou a viver da publicidade e sempre mancomunado com os poderes sórdidos do futebol europeu, nomeadamente espanhol!...

A justiça pode tardar mas sempre chega! E aí vamos nós, que corremos o risco de nos levarem mais de meia equipa, afinal, se calhar chegámos ao fim deste inferno mercantil...

Mais fortes ainda e a sorrir com as preocupações alheias!...

Leoninamente,
Até à próxima