Hoje é um dia muito triste para o futebol.
Como sempre disse tudo é possível quando se trata de futebol.
Um mundo com o qual não me identifico e que cada vez mais me envergonha.
O futebol não tem a mínima condição de se auto regular, com a sua disciplina e justiça a demonstrarem, constantemente, uma debilidade e uma permeabilidade perante um "sistema" que teima em se querer manter vivo. Próxima fase recurso. Próximo passo a manutenção acérrima pela luta por um futebol digno e credível.
Quanto ao Sporting Clube de Portugal cá estaremos para resolver os vários obstáculos que têm surgido e os outros que teimam em nos colocar pela frente.
Num subsistema (futebol) onde tudo vale e os "bandidos" reinam, a nossa resposta será dada em 2016: manter o foco, manter o rumo e manter a identidade!
Que os nossos adeptos saibam manter o seu apoio, fundamental para se demonstrar a coesão do Clube e com isso a sua força e perseverança em torno de valores, ideais e objectivos.
Que os nossos inimigos nunca subestimem a força da razão e da perseverança. São estes momentos que nos redobram as forças e que ainda consolidam mais as nossas convicções.
Que não entremos em depressões inúteis e que quem hoje vier "cantar de galo" não se esqueça que quando não se tem razão e se tem tantos telhados de vidro mais cedo ou mais tarde verá as suas acções estilhaçadas pois a verdade acaba sempre por se fazer mostrar.
O futebol não pode nem deve ser tomado de assalto e os governos do mundo e a justiça comum já perceberam que tem de se colocar um fim num futebol que se transformou num subsistema opaco, cheio de negociatas, corrupção e onde a criminalidade, nomeadamente pagamento de luvas, apostas ilegais e lavagem de dinheiro, são acções a combater de imediato.
Todas as histórias tem um fim. Neste caso estamos ainda no princípio.
(Bruno de Carvalho, na sua página do FB)
Quando assistimos às reacções de Joseph Blatter e Michel Platini após a suspensão de oito anos de todas as actividades ligadas ao futebol, decretada pela Comissão de Ética da FIFA, afirmando a sua intenção de recorrerem para o TAS, poucas dúvidas subsistirão sobre a idoneidade e isenção desta instância internacional arbitral, assim como fica clara e inequívoca a sua índole corporativista, neste terrível submundo de interesses ligados ao futebol.
Nesta condição, a ninguém de boa fé terá surpreendido a decisão hoje vinda a público e muito menos os dirigentes e corpo jurídico sportinguistas, liderados por Bruno de Carvalho. A próxima fase, o recurso desta decisão, há muito que estará a ser preparada, sem que isso signifique a certeza de que possa vir alcançada a vitória que agora não foi possível. Apenas significará que não haverá bandejas em Alvalade para entregar, sem luta, qualquer causa que nos surja pela frente, acautelando sempre, em termos económicos e financeiros, a eventualidade de a vitória voltar a não nos sorrir. Porque, todos saberemos que, "enquanto o pau vai e vem, folgam as costas"!...
Nada mais do que isso, esta "apregoada" vitória da Doyen!...
Leoninamente,
Até à próxima