Num país civilizado onde impere o civismo, a verticalidade, urbanidade e decência, e a Justiça triunfe sobre qualquer atropelo ao Direito estabelecido, será impensável assistir ao tipo de lutas a que vimos assistindo no futebol português, despoletadas em parte substancial pelas queixas do principal beneficiado do "sistema instalado", em matérias que de modo algum lhe dizem respeito. Isso apenas acontece por duas razões:
1 - Os dirigentes vermelhos cultivam o que mais baixo se pode encontrar no dirigismo global.
2 - Ao mesmo tempo que controlam a seu bel-prazer, "et pour cause", todos os organismos a quem cabe a aplicação da Justiça.
Esta situação "terceiromundista" nunca deveria ser suficiente para justificar a resposta que actualmente terá sido decidida e empreendida pelo Sporting! Mas que outra posição poderia ser adoptada e levada a cabo pelos dirigentes leoninos, atropelados e vilipendiados em cada dia, que não fosse enveredar pelo triste espectáculo de procurar "em Roma ser romano", ou tentar por todos os meios que se cumpra a velha máxima "justicialista" de "olho por olho, dente por dente"?!...
E decorrente desta, uma outra questão resultará de imediato colocar: habitará porventura no espírito dos dirigentes do Sporting alguma parcela de esperança capaz de lhes alimentar aquele mínimo de esperança suficiente para os fazer acreditar que algum dia poderão ver equilibrados os pratos da balança? Obviamente que não! Nenhum deles será tão estúpido ou desprovido de inteligência para alguma vez o admitir!...
Nesta condição, será natural questionarmo-nos sobre o que faz correr o Sporting?! E a resposta surgirá, naturalmente, cristalina e arrasadora: o objectivo fixar-se-à apenas e tão só em três planos distintos, mas complementares:
i) - Por um lado provar à evidência o quão estulto, baixo, estúpido e incivilizado será atirar pedras, para quem possui telhados de tão frágil e quebradiço vidro;
ii) - Por outro e sobremaneira tão ou mais importante, demonstrar de forma irrefutável, a dualidade de critérios e a completa submissão aos interesses vermelhos de todos os organismos a quem cabe a administração da disciplina e da justiça neste pântano de corrupção em que vive o futebol português;
iii) - Finalmente, provocar objectiva e substancialmente o caos, senão mesmo a completa inoperacionalidade, na desejável fluidez de todos os organismos que, a montante, seja na FPF, seja na LPFP, ou a juzante, TAD e outros, têm a seu cargo o exercício fundamental da aplicação da justiça desportiva.
Poderá esta "guerra" empreendida pelo Sporting algum dia ser considerada justa, ou seremos obrigados a reconhecer o que Maquiavel há tanto tempo defendeu, de que " os fins justificam os meios"?!...
Todas as "guerras" são sujas! Mas que jamais pretendam aqueles que ousaram declará-las, apresentar-se depois de alvas, angélicas e celestiais vestes. Se anjos pretenderem parecer, nunca poderão deixar de ser...
Hediondos, terríveis, execráveis e abomináveis anjos negros!...
Leoninamente,
Até à próxima