AGENTE DE QUEM?
«André Carrillo tinha chegado ao fim do contrato com o Sporting. Estava livre como um passarinho. Estes são os negócios que se querem. Aqueles que saem a custo zero ou muito próximo disso. Mas se o Sporting nada recebeu, o Benfica pagou e não foi assim tão pouco. Ao jogador pagou um prémio de assinatura de 2,5 milhões. Ao agente Elio Casareto, que não teve de negociar com ninguém nem intermediar coisa alguma, pagou dois milhões. E em salários pagará 5 milhões por ano, ao longo de cinco épocas. São 4,5 milhões (trinta milhões em cinco anos) por um homem livre e sem contrato. Se o salário e o prémio se explicam, é bastante mais difícil justificar os dois milhões para o agente, que nada de especialmente complicado teve de fazer na contratação de um jogador sem compromissos. Ou teve?
Olhando para o comportamento anterior de Carrillo e do seu agente e para a estranha disponibilidade de pagar dois milhões a um agente que só teria de atender o telefone para que a coisa acontecesse, há todas as razões para suspeitar que o negócio é anterior. E que Casareto apenas está a ser premiado por ter impedido que Carrillo renovasse com o clube de Alvalade. Por ter, na relação com o Sporting, garantido os interesses do Benfica com a devida recompensa para ele próprio. A má-fé com que este agente e o jogador parecem ter lidado com o Sporting, fazendo tudo para que não recuperasse (como é legitimo) o dinheiro que investiu no jogador, devia servir de aviso ao Benfica. Há hábitos que quando são premiados tendem a repetir-se. Mais estúpido do que isto: cheira-me que o Benfica comprou Carrillo apenas vingar Jesus.»
(Daniel Oliveira, Verde na Bola, in Record)Até à próxima









