sábado, 30 de novembro de 2013

O renascimento do Leão, após anos e anos de mansidão?!...




Quanto vai receber o Sporting pela transferência de João Moutinho (do FC Porto) para o Monaco? A Comissão Arbitral da Liga vai decidir, mas o clube de Alvalade já colocou a circular que os “juízes” frequentam os camarotes do Estádio do Dragão. As regras estão viciadas?

Bruno de Carvalho sabe que os mais fervorosos sportinguistas não gostam de alianças. Nem com o Benfica nem com o FC Porto, mas historicamente – por causa da rivalidade com os vizinhos da Segunda Circular – sempre admitiram com maior tolerância as aproximações ao FC Porto. Essa sensibilidade foi quase sempre projectada pelos presidentes do clube de Alvalade. Tirando o caso de Dias da Cunha, que até avançou com um manifesto, e exceptuando situações de escaramuças mais pessoais do que institucionais, os presidentes do Sporting foram alimentando a estratégia que mais serviu os interesses do FC Porto. Parte do sucesso de Pinto da Costa foi construído através das picardias colocadas nas relações entre o Benfica e o Sporting ou vice-versa e, neste momento, com a mudança presidencial entre os leões, vive-se uma fase diferente em Alvalade, com Bruno de Carvalho a questionar-se: o que posso perder estando de costas voltadas para o FC Porto e o que posso ganhar estando de boas relações com o Benfica?

O Sporting assume o corte de relações com o FC Porto e, inicialmente, num clima de desanuviamento em relação ao Benfica, Bruno de Carvalho corrige o tiro, quando mais recentemente vem falar de que... alianças (?), “só no dedo e com a minha mulher”. O presidente do Sporting sabe que está numa encruzilhada: não tem qualquer tipo de poder nem na Federação nem na Liga, logo não tem qualquer tipo de influência sobre as decisões, nem no plano da Arbitragem, nem no plano da Disciplina – os dois cadeirões onde se revolvem mais de 75% das coisas do futebol.

Bruno de Carvalho, astuto como é, já percebeu que não vale a pena estar com romantismos e um dos mais recentes episódios relacionados com poderes e alianças demonstra que o Sporting também está desconfiado com a Comissão Arbitral da Liga que vai decidir a divergência sobre o montante que o FC Porto deve pagar ao Sporting, relacionado com a venda de Moutinho ao Monaco. Talvez tenha sido isso que levou o jornal “Sporting” a dar conta, refugiando-se em fontes próximas do processo, da “presença assídua” nos camarotes do Estádio de Dragão de alguns dos membros que vão decidir a divergência entre o FC Porto e o Sporting, no caso Moutinho.

Quer dizer: os leões já estão a preparar os seus apaniguados para algo que pode vir a acontecer: o Sporting não receber um pouco mais de 4,6 M€, resultantes da transferência de João Moutinho do FC Porto para o Monaco, e ao abrigo do acordo celebrado entre portistas e sportinguistas em julho de 2010, quando o Sporting vendeu Moutinho ao FC Porto por 11 M€, ficando de receber mais 25% numa futura transferência sobre a mais-valia apurada. A esse valor – defendem os leões – deve somar-se 1,125 M€, o qual representa 5% do valor total da transferência, enquadrado no chamado Mecanismo de Solidariedade. O FC Porto não quer pagar os 3,5 M€, alegando que é preciso descontar 2,485 M€ resultantes de pagamentos à Gestifute (de Jorge Mendes).

Parece evidente que esta interpretação só parece ser possível por causa das más relações entre FC Porto e Sporting, sobretudo se for certo – como alegam os leões – que no acordo é dado um exemplo prático, segundo o qual, se Moutinho fosse vendido por 20 M€, o Sporting teria de receber 2,225 M€, isto é, 25% sobre a mais valia de 9 milhões. Quer dizer: se Bruno de Carvalho não fosse o presidente, o FC Porto teria a mesma interpretação? Se sim, então aí está o que valem as “boas relações institucionais” – apenas enganos.

Há ainda a questão do entendimento entre o FC Porto e o Monaco, no que concerne à fixação do preço dos passes de Moutinho e James Rodríguez. O Monaco entrou na jogada do FC Porto. A interpretação monegasca foi generosa. O aconselhamento também. Por aqui se vê, também, que o objectivo era “passar a perna” ao Sporting. A independência dos leões, reivindicada pela nova presidência, tem um preço. Que está à vista, fruto de anos e anos de mansidão.

Perante os insondáveis registos sobre as razões que terão sustentado a repartição cíclica da hegemonia do futebol português, desde meados do século passado até aos dias de hoje, poucos contestarão a tese, de que se terão verificado três longos períodos de supremacia incontestada, protagonizada, respectivamente por Sporting Clube de Portugal, S.L. Benfica e F.C.Porto.

O domínio do Sporting derivou da incontornável, incontestada e saudosa qualidade técnica e do talento de várias gerações de atletas, que o destino terá vestido com as gloriosas camisolas verde e brancas de Leão Rampante ao peito. 

O S.L.Benfica terá alicerçado a sua subida ao topo do futebol português, através do espírito organizativo de Otto Glória, da astúcia ímpar e irrepetível do velho húngaro Bella Guttman, do aproveitamento do filão africano das antigas colónias portuguesas e do beneplácito e apoio despudorado de um regime que adoptou o clube como coisa sua e dele fez bandeira propagandística.

Da inteligência, capacidade organizativa, argúcia e utilização de métodos pouco ortodoxos no control de todas as estruturas do futebol português, por parte de Jorge Nuno Pinto da Costa, terá resultado a posição hegemónica alcançada pelo F.C.Porto, nas últimas três décadas.

Afastado há mais de meio século da ribalta do futebol português, o Sporting Clube de Portugal, descontadas naturais mas episódicas épocas, em que conseguiu interpor-se entre os seus outros dois poderosos rivais, parece ter gasto todo esse tempo numa quase descoroçoante e decepcionante hibernação, de que finalmente, goste-se ou não do seu novo líder, parece pretender libertar-se, através de um trilho de independência e da absoluta recusa em servir de ponto, no teatro do futebol português.

Mas o caminho da independência, da dignidade e da regeneração do futebol português, perseguido por Bruno de Carvalho, tem um preço, porventura muito alto e quem sabe se alcançável no prazo que a grande nação leonina desejará. Esse preço, como acertadamente Rui Santos acentua no seu artigo de hoje,"... está à vista, fruto de anos e anos de mansidão...".

E a grande questão que se colocará, será a de nos interrogarmos sobre se, o elevado preço que teremos de pagar, alguma vez deverá constituir-se como dissuasor dos propósitos de um líder que apenas pretenderá conduzir o seu Clube, ao lugar com que sonha a mais poderosa e fantástica massa adepta do mundo.

Leoninamente,
Até à próxima

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A paciência de Leonardo Jardim...


"O que era necessário para o Sporting ser candidato ao título? Era necessário, no início da época, quando formalizou o projecto e a época desportiva, ter esse objectivo e não o tinha. Por isso preparou-se, dentro das suas capacidades e limitações, de forma a construir um plantel para outros objectivos numa primeira fase.
[...]
Estamos a tentar ser competitivos em todos os jogos, ambicionar cada vez mais, mas sem definir o título como principal objectivo da época, ao contrário de outros clubes que o fizeram.
[...]  
Nesta altura, as preocupações de toda a estrutura estão directamente ligadas ao processo, isto é, à capacidade de fazer evoluir estes jogadores e esta equipa para um patamar mais elevado de performance desportiva, em termos colectivos e individuais, com a valorização de activos; proporcionar aos nossos adeptos bons espectáculos de futebol e com intensidade; e, claro, disputar todos os jogos com a ambição de vencer e poder estar o mais acima possível na tabela classificativa".

E a saga da comunicação social continua. Corajosamente e sem desfalecimentos, é preciso alcançar os objectivos, e para isso, continuar a "zurrar" asininamente. Leonardo Jardim, não terá, porventura, jeito para o desenho que, confirmadamente, seria a melhor maneira de lhes passar a mensagem. Assim, lá vai arranjando paciência para os aturar. Eu, se algum "jornaleiro" me voltasse pela enésima vez a falar em "candidatura ao títulol", mandava-o à merda e pronto, ficava o assunto encerrado. Assim, com idade para ser meu filho, Leonardo Jardim vai-me dando em cada semana, eloquentes lições de uma paciência quase oriental, de um saber estar fora do comum e da defesa intransigente do grupo que lidera e da cadeira dos seus sonhos de menino. Que grande treinador nos entrou pela porta dentro!...

Já o mesmo não dirão os instigadores da "campanha da candidatura ao título", quando deparam com as pobres afirmações dos seus técnicos, que quanto mais esfarrapam as desculpas, mais mostram o "rabiosque". Não conheço nenhum "andrade" que não apresente o sobrolho carregado, o que acho muito bem feito, e quando deparo com isto, num dos melhores blogs benfiquistas que conheço, fico esclarecido.

Bom, mas "merdas de candidaturas ao título" à parte, é preciso que Leonardo Jardim distribua 11 canivetes a cada um dos leões que escolher para titulares do jogo de Domingo, e ordenar-lhes, nem que seja aos berros, que rebentem com todos os pneus de quantos autocarros nos aparecerem em Alvalade. Sei que ele não será homem para sair do seu registo "low profile", mas ao menos que lhes dê as armas de sobrolho franzido, como tão bem faz com os pobres dos "jornaleiros". Só que eu tenho a certeza que os nossos leões são incomparavelmente mais inteligentes que esses pobres escribas.

Isto tudo para dizer, que a vingança tem mais encanto, quando é servida fria. E o que eu desejaria era que os 6 pontos da época passada, fossem esta época cobrados até ao último cêntimo, de forma gelada e sem festejos. Porque, para além de apaziguados os meus legítimos desejos de vingança, sempre queria ver se na semana a seguir, os "jornaleiros" voltavam a insistir na candidatura. A menos que aconteçam mais "desastres" por aí...

Leoninamente,
Até à próxima

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Pode ser que na Academia se atrevam a ganhar !...



Segundo hoje informou o Sporting Clube de Portugal no site oficial. o jogo referente à 18ª jornada da II Liga, em que a nossa segunda equipa defrontará a sua congénere do Marítimo, será disputado no próximo sábado às 11.00 horas na Academia Sporting.

As razões desta alteração estarão ligadas com a preservação do relvado de Alvalade, mas em receio que alguma entidade superior terá escrito direito por linhas tortas. Realmente, pelo que a rapaziada produziu em Faro, talvez não merecesse "estragar" o relvado da savana maior, e tenha de cumprir "castigo" na savana mais pequenina.

Há coisas que os adeptos, por mais que Abel Ferreira explique, por mais alterações de "filosofia" que sejam anunciadas, continuam sem compreender. Agora que a LPFP - não será pormenor sem conteúdo, a rapaziada ser profissional -, homologou o relvado principal da Academia, talvez fosse de lhes reservar a oportunidade de voltar a jogar em Alvalade, apenas e quando conseguirem chegar ao topo da classificação da II Liga.

Pode ser que na Academia se atrevam a ganhar !...

Leoninamente,
Até à próxima

Curiosidades sobre bandeiras...

Ainda se agitam bandeiras na comunicação social e petições nas redes sociais, contra o fino humor - alguns exagerarão na espessura do traço! -  do Presidente do SCP, sobre a solução óbvia para alguns e não tão transparente para outros, de que a resolução dos problemas do país,  passaria pela erradicação do vermelho - alguns não abdicam do encarnado! - da simbólica bandeira da República Portuguesa.

Os portugueses aderentes a tão patrióticas iniciativas, ou perderam o sentido de humor, ou de modo perigosamente irreversível,  aprestam-se para confirmar os tratados de Alzheimer. Quanto ao sentido de humor, estamos conversados, perante os protestos de Bocage e dos alentejanos, que há muito entenderam haver muito mais motivos para gargalhar, que passar a vida a zurzi-los só a eles. Quanto à outra possibilidade o caso será bem mais grave.

Ao longo de 48 anos de regime fascista, a que deveremos somar mais quase 40 anos de democracia, não me lembro de alguma vez ter assistido a semelhante campanha, por parte dos amantes da esperança, pelo facto de a cor verde nunca ter sido escolhida para colorir as camisolas da selecção nacional. A cor preferencial dos fascistas foi o vermelho - irónico, não?! - e depois de passarmos a viver democraticamente, até a Fátima Lopes gosta mais de encarnado! Do verde, não me lembro de nenhum estilista que o tivesse preferido1 E esta, hem?!...

Mas se recuarmos na história lusa, surpreender-nos-à  o bom gosto do nosso rei D. Pedro II ! Ora reparem na beleza do seu estandarte:


E se avançarmos na História e nos situarmos no ano de 1640, veremos que depois de Miguel de Vasconcelos ser atirado pela janela, terá sido hasteada esta bandeira:


Séculos mais tarde, ultrapassada que foi a fobia e a falta de gosto dos fascistas pelo vermelho, eis que novas aragens felizmente surgiram e assistimos a uma descolonização, bem ou mal feita isso agora não vem ao caso, patrocinada por Altos Comissários para cada uma das colónias em acelerado processo de independência, a mandar hastear nas suas residências esta, incrível e verdadeiramente bela, bandeira:


Ainda os Altos Comissários andavam lá pelas ex-colónias a cumprir Abril, e a "onda verde democrática" prosseguia imparável, com a substituição da caduca, odiada, corrupta e inenarrável "assembleia nacional", por uma pujante e livremente escolhida pelo povo português, Assembleia da República, cuja primeira e digna medida terá sido escolher uma nova bandeira:


E a onda verde estender-se-ia aos arquipélagos dos Açores e da Madeira, para onde, depois de a Assembleia da República ter decidido a sua justa autonomia, foram enviados os respectivos Ministros da República, que nas suas residências passaram a mandar hastear, originais e bonitas bandeiras:




Chegados aqui, apetece perguntar a todos os "patriotas" que até já se arrogaram o direito de pedir a criminalização do Presidente do Sporting Clube de Portugal, pelas palavras proferidas, uma de três coisas:

1 - Que raio de sentido de justiça é o deles, para não promoverem petições para a criminalização dos promotores de todas estas bandeiras, desde o nosso rei D. Pedro II?!

2 - Como deverá ser considerado o desejo do Presidente do Sporting Clube de Portugal, um visionário que apenas pretende que seja prosseguida a linha democrática, progressista e vanguardista, que esteve na origem da escolha de todas estas bandeiras, ou um retrógrado e vulgar "fascistóide" que defende a eternização do vermelho?! 

3 - Não precisarão todos aqueles que apontam o argueiro no olho de Bruno de Carvalho, de visitarem o oflamologista para lhes retirar o barrote dos olhos, ou o psiquiatra para lhes expurgar os complexos?!

Talvez seja bem mais fácil adquirir algum, um pouco só que seja, de sentido de humor e continuarmos todos a respeitar profundamente a nossa bandeira. Os timorenses, hoje povo livre  e independente, continuam, mesmo depois da sua irreversível conquista, incapazes de pisar... a sombra da bandeira portuguesa, aquela em que o seu compatriota Aleixo morreu embrulhado!...

Não me façam rir, pequenotes vermelhos !...

Leoninamente,
Até à próxima

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A bandeira de que o Presidente do SCP gosta !...

Bandeira da Presidência da República Portuguesa

Esta é a bandeira de que o Presidente do Sporting Clube de Portugal gosta! Assiste-lhe toda a legitimidade no sentimento e bom gosto que cultiva!...

Como português e sportinguista, comungo fervorosamente o sentimento e o bom gosto do Presidente do meu Clube!...

Para todos aqueles com os quais isso não aconteça, venho por este meio informar, que os comprimidos KOMPENSAN, ainda não esgotaram nas farmácias portuguesas, recomendando eu, por experiência adquirida, que os adquiram com o nome seguido da letra S, evidentemente de... SPORTING !!!...

Leoninamente,
Até à próxima

P.S. - Para os "doentes" de recursos mais modestos, recomendo o genérico, sendo que o princípio activo é o Carbonato Sódico de Di-Hidróxido de Alumínio.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Haverá prendas no sapatinho, mesmo depois dos Reis ?!...



E a Jeffrén, Labyad e Welder, que indicadores mais ou menos seguros apontam como estando de saída na próxima reabertura de mercado, veio hoje somar-se a previsível saída de Diogo Salomão, aqui referida.

Quatro activos, cujo peso considerável no orçamento leonino, não corresponderá, como seria de desejar, a uma profícua contribuição desportiva, o que naturalmente levará os responsáveis leoninos ao encontro de soluções que modifiquem a situação actual, conseguindo conciliar o que tantas vezes se afigura inconciliável: o sol na eira e a chuva no nabal!

Julgo que até será de admitir, que algumas dessas saídas se venham a processar em termos definitivos, dando lugar a eventuais e consequentes entradas de alvos entretanto observados e analisados, com o rigor que este mercado de Inverno exige e sem o grau de imperiosa necessidade que por vezes atrapalha tantos negócios.

Também certamente hão-de concorrer para uma redefinição clara de objectivos, os resultados alcançados tanto pela nossa equipa quanto pelos nossos adversários, até ao terço final de Janeiro. E sem que o possamos ou queiramos evitar, a recordação das chegadas de André Cruz, César Prates e Mbo Mpenza, fazem-nos alimentar esperanças que o bom senso não recomendará, mas que o incontrolável espírito de conquista leonino dos adeptos nunca proibirá.

E é neste ponto que deverá vir à superfície a confiança que a grande nação leonina deposita em quem tem sobre os ombros a responsabilidade de encontrar o melhor caminho para o Sporting Clube de Portugal! Haverá prendas no sapatinho, mesmo que venham depois dos Reis?!...

Leoninamente,
Até á próxima

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Correndo os riscos de um dia, acordarmos campeões!...



Pela segunda vez em 10 anos, o Sporting Clube de Portugal consegue chegar à jornada 10 do campeonato apenas a 1 ponto do conjunto que lidera a classificação. Com uma substancial e importante diferença, relativamente ao que havia conseguido na época 2011/12, quando somava 23 pontos à ronda 10, um a menos que Porto e Benfica, que seguiam então empatados no topo da tabela classificativa: a situação actual, verifica-se exactamente após uma temporada para esquecer, por todos considerada sem recurso à realidade estatística, como a pior de toda a história do Clube.

E é neste importante contexto que assumem particular significado as palavras de Leonardo Jardim, ao recusar liminarmente a candidatura leonina ao título e afirmar, liminarmente, que o Sporting Clube de Portugal não preparou uma estrutura para ser candidato ao título. Porque até isso acontecer e depois da profunda desilusão da época passada, haverá um longo caminho a percorrer, que não se compadece da "ganância" com que uma comunicação social, incapaz de denunciar as razões adjacentes a essa incontornável realidade, continua a percorrer com obscuros objectivos, os caminhos de tão estúpida quanto descarada obcessão, de pressionar um eventual desvio a tão acertado quanto realista caminho.

O Sporting Clube de Portugal, todos os seus actuais responsáveis e a imensa massa adepta que o suporta e é a razão única da uma grandeza incontroversa, factual e não falacciosamente fabricada, sabem de há muito, aquilo que a comunicação social portuguesa pretende esquecer ou fazer esquecer: os títulos não se ganham apenas dentro das quatro linhas dos relvados. 

Se assim fosse, Alvalade não teria sido esbulhado de, pelo menos, dois títulos, já no decurso deste ainda jovem século, ante o silêncio, submissão, sonegação da verdade desportiva e  compadrio dessa mesma comunicação social. Se assim fosse, os adeptos do futebol não teriam sido confrontados, com "apitos dourados", dívidas fiscais dos seus rivais trocadas por acções sem valor, discricionaridades dos orgãos de justiça e de controle da arbitragem, outrora nas mãos das "mafias também douradas" e hoje pomposamente chamadas de federativas, mas preservando "a merda e as moscas". Se assim fosse, o futebol português não estaria entregue a interesses espúrios, que lhes vão cavando a sepultura, com a criminosa, discricionária e eternamente desregulada importação de atletas estrangeiros. Se assim fosse, já há muito estariam mortos e enterrados quadros competitivos obsoletos e alargados de forma irracional e criminosa, face à realidade de um pequeno e pobre país, de apenas 10 milhões de habitantes.

Então, sabem os milhões de adeptos sportinguistas, sabem os actuais dirigentes do Sporting Clube de Portugal e sabe Leonardo Jardim, que o caminho jamais poderá ser aquele que, de olhos vesgos e na mais degradante condição de subserviência e ausência de dignidade, uma comunicação social de poucas e por isso honrosas excepções, pretende colar a uma instituição centenária de verdade e sem falseamentos de fundação.

O caminho terá necessariamente de ser outro, em busca de um modelo que, suportando a nossa esperança e dignidade, possa ajudar na regeneração do "sistema", ou esperar que ele caia de podre, ainda que correndo os riscos, sérios ou remotos, de um dia...

Acordarmos campeões !!!...

Leoninamente,
Até à próxima

domingo, 24 de novembro de 2013

Candidato ao título, não! Apenas o 2º classificado na Liga!...

A chave do jogo

Como era previsível, ao Sporting Clube de Portugal depararam-se nesta sua deslocação ao estádio D. Afonso Henriques, dificuldades sérias para conseguir conquistar os três pontos que bailavam no subconsciente da sua formidável massa de adeptos.

E os leões que estiveram em campo, revelaram ao longo de todo o tempo de jogo, a exacta consciência das dificuldades que seriam obrigados a ultrapassar, se quisessem regressar a Alvalade com a vitória. E confirmaram sem quaisquer tipo de sofismas, a consolidação dos processos de jogo e a vontade indómita que os anima, no sentido de representarem com dignidade as gloriosas camisolas que envergam.

Já cansa ouvir jornada a jornada, da parte da franja de jornalistas que é destacada para fazer o acompanhamento próximo das sucessivas jornadas deste terço já cumprido do campeonato, não resistirem, em vez de se debruçarem sobre toda a envolvência que estará na base da equipa ocupar com todo o mérito o 2º lugar na tabela classificativa, o estafado ou mesmo estúpido desafio, de tentar que alguém da estrutura leonina assuma a candidatura ao título. Inocente será quem os considerar burros. Eles apenas são estúpidos, até ao dia em que se cansem!...

O que não cansa o mais humilde e menos expansivo adepto leonino, é ver a sua equipa colocar em cada jornada, mais um tijolo no fantástico edifício que esta a ser construído. Porque o metódico trabalho que Leonardo Jardim encetou há pouco mais de cinco meses, frutifica em cada jornada, a equipa cresce em cada jogo os milímetros que, quase cientificamente, o seu líder há muito planeou. Sem que ninguém do solidário grupo que Jardim está a construir, se deixe confundir pela areia que todos os dias os jornalistas lhe atiram para os olhos. Quanto mais o próprio Leonardo Jardim, que hoje afirmou, olhando incisivamente para as "maçãs tentadoras" exibidas pelos mais estúpidos jornaleiros e pela enésima vez, "o Sporting não é candidato ao título"!...

Até o equipamento alternativo hoje terá ajudado! De facto, nada mais semelhante a um fato de trabalho, aquele azul "fiorentino", que os leões envergaram garbosamente e que... dignificaram e honraram!

Obrigado leões! Não pelo trabalho, que com denodo, realizaram. Para isso vos paga o Sporting Clube de Portugal, pontualmente. Mas pela vossa determinação, raça, garra e empenho, pela mística fantástica que convosco vai crescendo e enchendo de orgulho a mais indefectível massa adepta do mundo.

Termino com o incontornável elogio que me mereceu o trabalho de Paulo Baptista  e seus pares. Limpinho, limpinho! Como deveria ser sempre. Se fosse observador, não me repugnaria atribuir uma nota muito próxima do valor máximo.

Leoninamente,
Até à próxima

sábado, 23 de novembro de 2013

Pela vitória até ao último segundo e até ao último pingo de suor !...


Amanhã, todos os nossos caminhos irão dar aqui. Uma parte importante das nossas esperanças deverão centrar-se neste relvado. E toda a nossa mística, toda a nossa raça, todo o nosso querer deverá encher este bonito estádio, lutando pela vitória até ao último minuto e até ao último pingo de suor. 

Que todos os leões que amanhã estiverem em campo não esqueçam por um segundo que seja que, enquanto outros soluçam e vivem de esquemas e favores alheios, tantas vezes mesmo dentro das quatro linhas, ainda que comandados de obscuros gabinetes, a grande nação sportinguista apenas confia no vosso esforço, dedicação e devoção, para que mais uma vitória possa ser alcançada!...

Tenham sempre presente nos vossos espíritos, que esta é a realidade do nosso futebol: a sobrevivência obriga-nos a comer o pão que o diabo amassou! Pois bem, comam-no, mastiguem-no bem e... vivam a alegria da vitória! Para que a mais apaixonada massa de adeptos, possa celebrar convosco, amanhã, no D. Afonso Henriques e por todo o mundo onde estiver um leão!...

Ah, e para que o 2º lugar continue a ser nosso, bastará, apenas e tão só, uma vitória, no D. Afonso Henriques !!!...

Leoninamente,
Até à próxima

Apenas o episódico afastamento das moscas !...


Parabéns, Benfica. Obrigado Liga!...

"O Benfica está de parabéns em relação à forma como conduziu, juridicamente, o “caso Jesus” (em Guimarães) mas tem de agradecer à Liga a disponibilidade que revelou em tirar o treinador do Benfica das garras de um castigo tendencialmente mais duro, nunca inferior a três meses. A opinião pública não entende estes benefícios ao infractor e a integridade do futebol não ganha nada com as sistémicas branduras disciplinares."
(Rui Santos, Pressão Alta, in Record) 

Rui Santos terá dito absolutamente tudo, no artigo acima "linkado". Só os tolos porventura se deixarão enganar com as "papas e bolos" utilizados como pretensas "habilidades legais" no "cozinhado" - haverá quem prefira ulilizar o pomposo e juridicamente erudito termo mancomunação! -, entre os serviços jurídicos do S.L.Benfica e a Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga (CII), para não ir mais longe e colocar, obviamente, no "saco da mesma farinha", o Conselho de Disciplina da FPF.

Fui dos que acreditaram que novos ventos sopravam quando foi constituída e nomeada a novel CII. Mas o processo que teve como protagonista o "escarrador" Josué e a penalização que também foi "cozinhada" para ele, deixaram-me decepcionado e com os dois pés atrás. Agora chegou a confirmação da minha ingenuidade. Como toda a opinião pública, não sou capaz de entender, nem hoje nem nunca, "estes benefícios ao infractor", nem o que a integridade do futebol ganhará,"com as sistémicas branduras disciplinares.".

Uma pena que os novos ventos, apenas tenham provocado o episódico afastamento das moscas!...

Leoninamente,
Até à próxima