Entre as surpresas que Jorge Silas terá entendido guardar hoje para os sportinguistas, está este onze inicial...
O resto já veremos daqui a pouco!...
Leoninamente,
Até à próxima
![]() |
| Miguel Fonseca, ao centro, numa assembleia-geral do Sporting - Foto retirada do Correio da Manhã
A sessão da manhã de ontem, a quarta do julgamento do ataque à Academia Sporting, a decorrer no Tribunal de Monsanto, terá ficado marcada por um episódio, no mínimo burlesco, mas bem definidor dos atropelos a que alguns tribunais em Portugal são sujeitos na mais degradante permissividade por parte de quem os dirige, protagonizado por Miguel Fonseca, advogado que actualmente representa o destituído ex-presidente do Sporting, perante a testemunha João Matos, militar da Unidade de Investigação Criminal da GNR.
Terá declarado João Matos ao tribunal aquilo que viu no interior da Academia no dia do ataque. Quando o tribunal concedeu a Miguel Fonseca a prerrogativa de interrogar a testemunha, o advogado terá insistido no pormenor de saber se esta tinha visto alguém a assistir os jogadores leoninos agredidos, ao que João Matos terá respondido que não, não havia reconhecido ninguém.
Perante a declaração da testemunha, ter-se-à o 'ilustre causídico' permitido, perante a passividade e tão perigosa quanto inadmissível permissividade da juíza Sílvia Pires, afirmar perante o tribunal, em tom descortês, desrespeitoso e desafiador: "Vimos que um estava bem como director de cinema, mas como médico não vimos!"
Apenas a senhora juíza saberá porque permitiu ao advogado Miguel Fonseca produzir tamanha monstruosidade em pleno tribunal, antecipando extemporaneamente 'alegações finais', numa situação em que apenas lhe deveria ser permitido colocar, exclusivamente e sem jamais partir para conclusões ou comentários, questões à testemunha e porque este advogado, assim como outros supostos advogados do mesmo género que por Monsanto têm passado neste julgamento, não terá sido severamente admoestado, até por ser reincidente no desrespeito que já lhe valera em sessão anterior, o seriíssimo(?) aviso de que "o tribunal não é o telejornal"!
Com toda a certeza que se a senhora juíza Sílvia Pires lesse jornais e fosse conhecedora dos antecedentes com que o jornal Correio da Manhã faz acompanhar a foto acima publicada e linkada, se visse obrigada a ser mais firme e actuante, em defesa da honra e da dignidade da instituição que representa...
Perante factos desta natureza, qualquer cidadão comum, mesmo leigo na matéria em causa, mas minimamente conhecedor dos caminhos e do decoro e respeito que sempre deverão ser exigidos em qualquer tribunal, facilmente concluirá que este julgamento não estará a passar de uma mera brincadeira...
Uma muito perigosa brincadeira!...
Leoninamente,
Até à próxima
|